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    Tudo a Ganhar - Everything to Gain

    Barbara Taylor Bradford, Barbara T. Bradford

    Record
    1995
    351 páginas
    11h 42m
    ISBN-10: 8501042854
    Português Brasileiro
    3.4
    41 avaliações
    Leram79Lendo3Querem6Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados6Avaliaram41

    Nesse romance Barbara Taylor Bradford conta a história de Mallory Keswick, uma mulher extraordinária que vê o destino destruir sua felicidade com um inesperado ato de violência. Mallory encontra forças para reconstruir sua vida, mas... poderia ser tão feliz quanto antes? Ela compreende que sim, que tem tudo a ganhar quando não falta a coragem para lutar. Os romances de Barbara Taylor Bradford oferecem o máximo em termos de emoção, e a maior parte dels já se tornou minissérie de TV. Isso explica por que já foram vendidos mais de 48 milhões de exemplares de seus livros em 85 países.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Júlio César Pierrotti picture
    Júlio César Pierrotti23/01/2023Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Pior livro

    Durante toda a minha vida de leitor até agora eu li poucos livros que no final tive um grande ódio e nunca mais quis pegá-lo em mãos para mostrar o meu desgosto a outras pessoas. Quando me via em uma leitura que estava me causando desconforto de uma forma realmente ruim, logo percebia que aquela leitura não estava agradando meus preceitos de leitor, e olha que são muito abrangentes. Sempre dou uma chance ou três para uma nova leitura, sou um aficionado por uma literatura que provoca o ser humano, amo todos os gêneros e sembre estou aberto a ler um novo ou uma nova autora. Para quem me conhece deve entender que eu amo falar tanto de Tolkien e Clarice Lispector em um conversa e falo aspectos destes dois monstros da literatura mundial. Assim, diante dessas palavras posso agora me defender de você querido leitor, pois nunca sei o que você esta pensando ou sentindo, se lê por gosto esta resenha ou apenas faz um esforço grande para ler até a última linha para apenas aumentar seu ódio profundo por mim. Então peço o seu aval com um sincero pedido de desculpas e uma observação que a partir daqui você vai ler uma resenha diferente e talvez nada muito elogiasta, pois não sou de escrever sobre livros que não gosto, mas este em questão me fez me esforçar tanto até a ultima página pois estava realmente curioso até onde o meu desgosto iria dar, que no fim estou aqui para comentar sobre esta leitura que não vou considerar como a primeira de 2023 pois a terminei em um hiato do fim de ano. Tudo a ganhar começa como um livro bucólico mostrando a vida de uma família burguesa que podemos aceitar que seja do mundo moderno, talvez mais próximo de nós atualmente. Britânicos natos, comecei a conhecer a vida dessa jovem família feliz logo nas primeiras páginas do livro. Com o tempo vamos simplesmente vendo essas pessoas viverem com seus luxos e uma vida que todos sonham onde não precisamos trabalhar e quando precisava é com algum trabalho tão sutil que parece uma ofensa. A protagonista que é a mãe dessa família vive uma vida dos sonhos para toda mulher burguesa, com o clássico estereotipo do homem que sai para viagens a trabalho e que volta de vem apenas para fazer um filho nela em uma noite de sexo selvagem que se resumem a ofegantes palavras broxantes e sem vida. A reviravolta que é tanto prometida desde o primeiro capitulo do livro não chega, e quando falo que não chega é que realmente não existe. Chegando quase no meio do livro acabei percebendo que nada acontecia, absolutamente nada mudava com aquela família feliz. Literalmente via sua vida com a mordomia britânica que se resumiam a comer em festas de família e ficar na casa de campo com os filhos. Uma completa alegoria da vida de uma família tradicional branca. Assim, temos aqui o clássico estereotipo da mulher dona de casa que cuida de toda a estrutura da família para o marido trabalhador que não tem algumas horas para ficar com seus filhos. Então pensando bem aqui, o esposo somente aparece apenas para transar durante o livro todo e depois vai embora como se nada tivesse acontecido. A autora coloca algumas cenas do pai brincando com as crianças talvez para sanar a questão do sexo mas fica tão robotizado que só aumenta o pai ausente que existe nesse livro. Enquanto a linda mulher branca cuida de seus belo filhos, que a todo momento ela os referencia como belíssimos anjos, algo que chegou em um momento que enoja todas as vezes que ela faz uma referencia divina aos seus filhos, que no fim são apenas crianças vivendo suas vidas infantis com uma mãe obsessiva os comparando com anjos. Não é de se esperar que com todo esse ar de conservadorismo o livro não tenha a sua bagagem religiosa. Quando peguei o livro deveria ter percebido pela sua capa dura que se passava de uma obra muito espalhada pelos católicos de plantão. Como fizeram com as Crônicas De Narnia por exemplo, mas aqui nesta obra transformando em uma discurso tão forte sobre seguir uma religião para ter uma forma tradicional e feliz que o livro todo passa varias alegorias sobre a religião católica. Claro que focada em suas perspectivas tradicionais e ricas britânicas em uma mundo onde tudo pareca perfeito durante toda a leitura. Com toda essa bagagem elitista que se permeia por toda a obra, um ponto que mais me chamou atenção e que me irritou foi o tanto de pontas soltas que esse livro deixa ao longo de sua historia. De inicio pensava que seria um drama familiar, depois de um tempo um livro de terror, depois um mistério com investigação mas no final não era nada disso. O livro todo instiga o leitor a pensar que é algo mas logo depois o ignora sem responder nada dessa ponta solta, faz o leitor de bobo como se fosse uma criança correndo atrás de um doce que nunca existiu. Por tanto, se a obra colocasse uma resposta para estes meios e narrativa sem sentido talvez ganharia um ponto positivo com a leitura mas isso simplesmente não acontece, deixando mais um ponto negativo para uma historia burguesa que somente reflete a vida de uma mulher branca. Sobre quem seria o vilão desse livro, ou o obstáculo que a protagonista teria que passar, no fim seria o próprio livro com a sua angustiada força de leitura que ao chegar no final do livro é zero. Até a grande reviravolta que acaba acontecendo ao longo da narrativa logo se torna pífia em torno de tanta escrita mal feita, com uma historia que no fim não faz sentido, se tornando uma versão de uma novela do SBT que nunca iria para o ar pois foi mal produzida e não sabe fazer momentos para grudar o publico para o próximo capitulo. No fim Tudo a Ganhar foi o pior livro que li até agora em minha vida, infelizmente ficarei com ele provavelmente para o resto da minha vida pois pelo menos a capa dura é bela, mas seu conteúdo podre e mal escrito ficara la preso para sempre. Não sou de ler muito quando estou vendo que é ruim mas de alguma maneira esse livro me prendeu até terminar a sua última palavra, talvez tenha sido uma maldição, uma praga de um livro ruim antigo, mas o que importa é que finalmente pude me libertar ao terminá-lo e agora postando essa resenha, deixando para trás essa obra e me preocupando com uma literatura mais do meu agrado pessoal.

    1 curtida

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    Avaliações

    3.4 / 41
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas12%
    Barbara Taylor Bradford profile picture

    Barbara Taylor Bradford

    Barbara Taylor Bradford was born in Leeds, Yorkshire, and by the age of twenty was an editor and columnist on Fleet Street. In 1979, her first novel, A Woman of Substance was published. That enduring bestseller was followed by fifteen others. Her novels have sold more than sixty-one million copies worldwide. She lives in New York City with her husband, producer Robert Bradford.

    26 Livros
    25 Seguidores
    Leeds, london

    Barbara Taylor Bradford