Não há dúvidas de que o livro é bom
Daniel Piza tinha uma escrita que dava gosto de ler. É de forma descontraída que você vai ler sobre artistas, músicos, diretores, escritores e cientistas. Alguns tem bom humor, outros revelam muito de si mesmos e todos tem algo especial a revelar. O escritor sabe descrever muito bem seus entrevistados e personalidades, dá até pra escrever um romance por cima deste documento reunido pelo Piza. Ele também acerta nos diálogos imaginários, principalmente com Oscar Wilde. Ele soube muito bem escolher as personalidades: João Cabral de Melo Neto, Luis Fernando Veríssimo, Carlos Heitor Cony, Hector Babenco, Antonio Meneses... Não há dúvidas de que o livro é bom, mas há de ser lido por leitores que gostem de cultura, literatura e arte, e gostar principalmente de ler entrevistas. Senão, a leitura pode ser um pouco chata. Mas vai aqui um apelo: o escritor bem que poderia ter romanceado isto tudo antes de partir. Mas deixou uma obra deliciosa para nós!

