Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições7
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas213
    • Leitores8675
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Preconceito Linguístico - O que é, como se faz

    Marcos Bagno

    Loyola
    2005
    186 páginas
    6h 12m
    ISBN-10: 8515018896
    Português Brasileiro
    4.2
    3475 avaliações
    Leram6243Lendo341Querem1960Relendo20Abandonos111Resenhas213
    Favoritos299Desejados1960Avaliaram3475

    Existe uma regra de ouro na Lingüística que diz: "só existe língua se houver seres humanos que a falem".E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano "é um animal político". Usando essas duas afirmações como os termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que "tratar da língua é tratar de um tema político", já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas de minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam. O preconceito lingüístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo... Também a gramática não é a língua. A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua - afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito lingüístico.

    Edições (7)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (213)Ver mais
    Tainã Teixeira picture
    Tainã Teixeira08/08/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Valorizemos a diversidade linguística no Brasil

    Este livro aborda de maneira clara e objetiva a questão do preconceito linguístico no Brasil. O autor é um linguista e professor universitário que, com grande desenvoltura, realiza uma análise crítica das ideias preconcebidas que envolvem a língua portuguesa falada pelos brasileiros. Além de discutir a importância da valorização da diversidade linguística e cultural do país. Uma das principais contribuições deste livro é a forma como o autor desconstrói, em sua narrativa, o mito da língua portuguesa “correta” e padronizada. Ele mostra que as variantes linguísticas existentes no Brasil são igualmente válidas e merecedoras de respeito. Além de defender que o preconceito linguístico é uma forma de discriminação que afeta milhões de brasileiros, especialmente aqueles que falam uma variedade linguística não padronizada. Essa discriminação tem impactos negativos na autoestima e no desenvolvimento educacional dessas pessoas. O professor também apresenta exemplos concretos de como o preconceito linguístico se manifesta na sociedade, seja por meio de piadas, brincadeiras ofensivas ou por políticas públicas que ignoram a diversidade linguística, impondo uma norma padronizada como a única “correta”. Argumentando que é essencial reconhecer a diversidade linguística e cultural do país, trabalhando para construir uma sociedade mais justa e inclusiva. O livro faz um chamado à valorização da diversidade linguística e cultural, assim como ao fim do preconceito linguístico, que ainda afeta milhões de brasileiros. Essa obra é extremamente necessária e importante para a reflexão crítica sobre as relações entre língua e sociedade no Brasil. Além de contribuir para a valorização da diversidade linguística e cultural, assim como para o fim do preconceito linguístico que ainda afeta milhões de brasileiros. O livro representa um apelo à educação linguística crítica e bem informada, que reconhece que todas as línguas e variedades linguísticas são instrumentos perfeitos para expressar e construir a experiência humana neste mundo.

    179 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 3475
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Marcos Araújo Bagno profile picture

    Marcos Araújo Bagno

    Marcos Bagno é professor da Universidade de Brasília (UnB). Escritor, poeta e tradutor, se dedica à pesquisa e à ação no campo da educação linguística, com interesse particular no impacto da sociolinguística sobre o ensino. Mantém colunas mensais nas revistas Caros Amigos e Carta na educação; é constantemente convidado a fazer conferências e a ministrar cursos no Brasil, na Argentina, no Urugai, no Paraguai, na Espanha e no Canadá. Tem diversos livros publicados, entre os quais se destacam A língua de Eulália – novela sociolinguística; Preconceito linguístico – o que é, como se faz; Português ou brasileiro? Um convite à pesquisa; Língua materna – letramento, variação e ensino; A norma oculta – língua & poder na sociedade brasileira; Nada na língua é por acaso – por uma pedagogia da variação linguística.

    55 Livros
    156 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Marcos Araújo Bagno