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    A bolsa de contos de Naví (Os Guerreiros de Alquemena #0,5) -

    Delson Neto

    Wattpad
    2016
    107 páginas
    3h 34m
    ISBN-10: 850000000X
    Português Brasileiro
    4.9
    11 avaliações
    Leram11Lendo0Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos3Desejados5Avaliaram11

    Há um crepitar de uma fogueira ao longe que te seduz, te instiga. Você se aproxima e entra na roda de histórias em que um misterioso fauno sopra seu fumo, dando forma aos contos de uma terra criada a partir de estrelas, onde seres confraternizam as nuances de suas existências. Sente-se, pegue um chá. A madrugada será longa e encantadora.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Fábio Henrique picture
    Fábio Henrique08/04/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Comentários: A Bolsa de Contos de Naví, Delson Neto [LUPI LITERATUS]

    O primeiro conto do livro é Um Selo para Lady Noctis. O objetivo, assim como o de todos os outros, é apresentar um dos principais personagens da trama de "Lorenai", e a primeira a ser escolhida para cativar o leitor é Lady Noctis. O conto narra um momento da busca da Feiticeira para encontrar os Selos de Magia, portais criados por feiticeiros ancestrais que aumenta o poder daqueles que o utilizam. Mesmo em poucas páginas, a personagem conseguiu me conquistar completamente. Durante sua criação, fora gerenciada as doses exatas de sensualidade, carisma e perigo para criar uma vilã nada odiada pelos leitores. Outro ponto a ser analisado sobre Um Selo para Lady Noctis é a profissionalidade com que o autor detalha o cenário ao redor. Minha imaginação não precisou muito para me presentear com cenas impactantes,como o final!!, e nem consigo imaginar a grandeza que seria um curta inspirado no conto. Impecável! O segundo conto, Sangue de Dragão, nos apresenta Gideon Drakhones e Khalina. Ele, Cuidador de Dragões, é acolhido por ela, que é uma Amazona de Opala e Guerreira Alquemena, após ficar desacordado durante uma luta. Diferentemente do primeiro conto, a narrativa desse foge da persona dos personagens e foca totalmente nos acontecimentos externos. Ação, lutas e fugas se amontoam nessas poucas páginas, deixando o leitor insanamente vidrado. Infelizmente, Gideon não me cativou nem um pouco. Achei-o arrogante (externamente, pelo menos) e com um humor contrastante ás situações. Mas, felizmente, o autor sabe construir uma boa personagem feminina; Khalina me conquistou desde o primeiro momento. E sua descrição física só contribuiu para torna-la totalmente cativante. O terceiro conto foi, na minha opinião, o melhor. Beber ou Morrer introduz os leitores ao mundo das fadas, narrando o ataque da Fada Verde, a rainha das Fadas, á guerreiros mercenários contratados pelo velho Caustenheim, o Barão das Colinas Brancas (Sim, aquele que é atacado por Lady Noctis no primeiro conto). Além de apresentar a maravilhosa Fada Verde, também conhecemos Giletta, uma Paladino (guerreira oficial da rainha), que também conseguiu me conquistar completamente em apenas algumas páginas. E, além dos personagens, esse universo diversificando o mundo das fadas também é apresentado de forma sutil, simples, mas interessante. O quarto conto se chama Espadachim, Garfos & Tortas, e nos apresenta mais dois personagens: são estes Arian Castillius e Serena Caustenhein. Ele, espadachim fiel e devotado ao reino, recebe o desafio de acompanhar Serena, filha do Barão das Colinas Brancas, durante uma visita á cidade. Assim como "Sangue de Dragão", o conto é focado nos acontecimentos externos, mas, diferentemente do outro, apreciei bastante a leitura desse. Os acontecimentos são isolados, mas seus frutos poderão influenciar bastante na construção dos personagens. Principalmente para Arian, que começa o conto super devotado, mas que perto do final decide se jogar sem saber onde vai cair (literalmente). O antepenúltimo conto é Íris Púrpura, e ele nos apresenta um personagem bastante importante do reino de Alquemena; Pandros. O ritmo desse é um pouco diferente do ritmo dos outros, mas devo confessar que adorei o modo como o conto refletiu os pensamentos temerosos do personagem. Após a rainha Alquemena Una se sacrificar pelo bem dos Sete Reinos, Pandros assume o controle até Lorenai, filha de Una, atingir a idade certa e assumir o trono. Mas tal função exige muito mais do que aparenta, e logo o homem é atormentado pelo peso de tal tarefa. Isso, além das vozes que o homem escuta dentro da própria mente, acabam causando tal desgaste físico e mental que o homem chega a ter sonhos perturbadoramente reais. Acredito que a importância desse conto tenha sido grande, até para entender atitudes que o homem possa tomar em A Jornada de Lorenai. O conto foi removido do livro pois irá entrar em Vilões, uma antologia da editora Wish, então vocês poderão lê-lo em breve :) O penúltimo conto (mas último dos disponíveis para leitura no wattpad), Os Jardins da Realeza, finalmente nos apresenta a princesa Lorenai. Devo admitir que esperava mais uma versão da Bella de crepúsculo; uma protagonista que está ali apenas para dar um foco ao enredo. Depois de tantos personagens carismáticos e chamativos, eis que Lorenai me surpreende sendo, também, cativante e bem construída. O conto divide o espaço de favorito no meu coração junto com "Beber ou Morrer", e eu explico o porquê: Ele nos apresentou a princesa, suas obrigações e ainda alguns dos segredos do palácio. Complexo, né? mas, surpreendentemente, autor soube encaixar tudo isso perfeitamente em menos de 20 páginas. Acredito que seu propósito tenha sido atingido com exito: conheci Lorenai como se já estivesse lendo o livro sobre sua jornada. E, finalmente, chegamos ao último conto. Ele ainda não fora publicado pelo autor, então não irei falar muito para não soltar spoilers, mas já adianto que ele é especial por um motivo: nos mostra um pouco de Una, a famosa Rainha Alquemena. O conto me surpreendeu por sua fragilidade: ele explora, muito bem, o amor de uma mãe por sua filha, além dos questionamento internos de uma mulher dividida entre o senso de dever e o amor. Lindo, tocante, intenso... nem se eu quisesse conseguiria resumir o conto em palavras. Só me deixou ainda mais animado para ingressar nesse mundo fantástico. E pra quem acha que acabou... eis que somos contemplados com Introduzindo Uthophya, texto onde são explicados grande parte dos elementos atribuídos aos contos anteriores. Quem, assim como eu, se apaixonou completamente pelo universo de Uthophya, vai adorar saber dos detalhes colocados aqui. E, como plano de fundo, temos o Fauno Naví narrando os contos durante uma reunião entre amigos ao redor de uma fogueira. Esse clima de calmaria abraça todos os contos, transportando o leitor de um para o outro de modo sutil e envolvente. RESUMINDO: Devo agradecer imensamente ao autor por me permitir viver tantas emoções e aventuras em um período de tempo tão curto. A Bolsa de Contos de Naví me surpreendeu pela complexividade, e conseguiu me deixar ainda mais animado para ler A Jornada de Lorenai. O livro de contos está disponível no Wattpad, e NÃO é preciso ler nada antes de ingressar nessa aventura! Recomendadíssimo.

    5 curtidas

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    • 5 estrelas91%
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    Delson Neto profile picture

    Delson Neto

    Delson Gonçalves dos Santos Neto (21 de Setembro de 1994) é um escritor, professor e amante da cultura pop. Música, animações e seriados sempre fizeram parte da sua rotina, sendo suas principais fontes de inspiração junto às observações da vida em si. Foi na literatura e nas páginas dos livros, por influência de sua mãe, que desde pequeno deu asas a imaginação e criou suas válvulas de escape da realidade. Delson vive com a família, dois gatos, cursa Artes Visuais na Faculdade de Artes do Paraná e entre um ônibus e outro para ir ao trabalho, cria histórias e expande universos.

    8 Livros
    22 Seguidores
    Paraná, Brasil

    Delson Neto