Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores163
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Gramáticas do Erotismo (Sujeito e História) - A feminilidade e suas formas de subjetivação em psicanálise

    Joel Birman

    Civilização Brasileira
    2016
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788520005699
    Português Brasileiro
    4.3
    26 avaliações
    Leram40Lendo8Querem115Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos3Desejados115Avaliaram26

    Em Gramáticas do erotismo, Joel Birman busca compreender o sujeito nas suas dimensões histórica, política e social e, de maneira interdisciplinar, estabelece um diálogo vivo entre a psicanálise e as demais ciências humanas. Seu objetivo é mostrar as ambiguidades que permearam o discurso freudiano e deslocar os padrões habituais de interpretação desse mesmo texto sobre o feminino. Além disso, constrói um novo roteiro para a leitura de Freud. Nele, os avanços e recuos efetivamente encontrados nas formulações freudianas sobre a feminilidade deixam de ser tomados como inconsistências teóricas ou arcaísmos datados: testemunham sua relação complexa – de assimilação e resistência – com os horizontes teóricos de seu tempo.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin24/09/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Birman é um dos maiores e melhores escritores de psicanálise deste país, muito me espanta que na graduação não tenha sido muito indicado pelos professores, seus livros são aulas para destruir todas as aulas, se o tivesse lido antes não teria implicado tanto com a psicanálise por tanto tempo. Na introdução e primeiro capítulo o autor dá indícios do que se explicará pormenorizadamente por todo o livro. No capítulo dois Birman explica que a hierarquização entre homens e mulheres tomou forma na Grécia antiga com a teoria dos humores, mas que havia um sexo único que mudaria de forma, a divisão dos sexos ocorreu mesmo só em tempos da revolução francesa em que teoricamente todos os cidadãos seriam iguais, ocorrendo aí um colapso na dita inferioridade da mulher. A partir do século XVIII a dita inferioridade feminina foi calcada em questões puramente biológicas. Nos capítulos três e quatro o autor contempla o biopoder e a medicalização do feminino a partir do século XIX, de como as mulheres foram moldadas hierarquicamente à se sujeitarem exclusivamente ao papel de mãe rejeitando a própria sexualidade - incluindo aí terem seus clitóris cirurgicamente removidos. Toda a suposta cientificidade em relação às mulheres no século XIX foi calcada em questões morais presididas pelo cristianismo, qualquer mulher que ousasse sair do papel dona de casa-mãe seria uma anomalia e considerada doente pelos médicos da época - das histéricas às mulheres que viviam sua sexualidade em busca de prazer. Nos capítulos cinco e seis Birman se atem mais detalhadamente como era vista a histeria no século XIX e como posteriormente Freud subverteu todas as questões da anatomoclínica para finalmente encontrar a cicatriz psíquica das histéricas, estas que por meio da linguagem na experiência catártica se viam livres do sintomas. No sétimo capítulo o autor destrincha todas as imensas bobagens sobre a feminilidade dentro da teoria freudiana, desde o monismo fálico até a mulher ser inscrita na subjetivação através da castração. Pudera Freud ter vivido mais dez anos para aprender alguma coisa com a Beauvoir. É no oitavo é último capítulo que Birman traz os detalhes do porque ter escrito esse livro, aqui ele prega uma releitura da feminilidade freudiana, de que esta sim era a questão originária e não o portador do falo e aqui ele se aproxima de Lacan, em que a imperfeição da feminilidade seria a origem psíquica primordial - também próxima da pulsão de morte. Ou seja, não seríamos mais subjugadas ao poder do falo de uma Eva nascida de um Adão e sim seríamos a Lilith primordial.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 26
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%