No quarto livro da saga, somos apresentados a Norman e Melissa, nascidos de família rica, porém um bastardo e uma nobre sem atrativos por não possuir as madeixas ruivas que tanto faziam sucesso na época, duas pessoas livres dentro de suas prisões, enquanto uma busca minimizar a dor do próximo a outra quer vingança.
Norman é fruto de um caso extraconjugal de Mahon e uma prostituta. Aos oito anos vê a mãe ser decapitada e é preso na masmorra pelo pai, em nome da crença nos Deuses. Com o alastramento da peste e a morte dos pais, ganha o direito de sair da masmorra e governar as terras do pai.
Melissa é bela, recatada e do lar,rs. Bom na verdade ela não é bela…
“— Não sei muito sobre ele, Norman — contou. — Apenas que possui muito poder. E sei também que desejava as terras de Mahon. Pensava em casar sua filha com o filho do falecido lorde. Mas, a pobre moça não é lá uma beldade e o rapaz se recusou.
— Muito feia? — parecia haver interesse em seu tom.
— O que é a beleza? — ela deu os ombros.— Quando as pessoas foram acometidas pela febre, há cerca de dois meses, foi a jovem Melissa que ia de casa em casa tentando salvar os doentes. — Ysha mastigou a comida, antes de continuar. — O que é a beleza? — repetiu. — Eu vejo beleza na alma daquela jovem, mesmo que o rosto dela não seja o mais bonito dessas terras.”
A união seria perfeita, se não houvesse germinado o ódio dentro Norman, os anos trancafiado foram pólvora nas lembranças, na cena do pai da Melissa tripudiando na dor de Norman e na morte de sua mãe. E dai surge a ideia de casar com Melissa, gerar um filho e tomar as terras do vizinho.
“Aquele homem não era um príncipe, e ela não era uma princesa. Seria ela uma bruxa? Seria ele um vilão? Haveria finais felizes para pessoas tão vazias quantos aqueles dois jovens?”
E assim o calvário começa, ou melhor muda de endereço.
“— Não sairá do castelo sem que eu seja informado. Sequer irá falar com alguém, sem a minha autorização. Não me provoque, e eu serei benevolente. Terá teto, água e comida. Desafie-me, e passará por torturas inimagináveis. Estamos entendidos?”
…Mas os livros de Josiane não são só romance, intriga e traição.
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