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    Guia politicamente incorreto da história do Brasil -

    Leandro Narloch

    Leya
    2011
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: B009ABUFKU
    Português Brasileiro
    3.6
    7194 avaliações
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    O jornalista Leandro Narloch levantou estudos recentes sobre a História do Brasil para reavaliar conceitos arraigados - o ideal do bom selvagem e o massacre da Guerra do Paraguai, por exemplo - e desconstruir mitos - alguns dos autores mais incensados da Língua Portuguesa, como Machado de Assis. O resultado de pesquisas de historiadores que não se renderam à educação tradicional à qual todos somos passados a ferro na escola surge no livro "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil" num texto bem humorado e fluido que nos leva a refletir sobre os papéis de mocinho e bandido. Baseado em farta bibliografia, Narloch revê o Brasil e traz a luz histórias que poderiam ficar restritas às estantes especializadas das livrarias. O livro está dividido em nove capítulos: Índios, Negros, Escritores, Samba, Guerra do Paraguai, Aleijadinho, Acre, Santos Dumont e Comunistas. Sem negar as qualidades ou os erros que a História do país e alguns brasileiros acumularam ao longo de cinco séculos, Narloch propõe um olhar mais curioso e menos acomodado.

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    Resenhas (387)Ver mais
    Marcos M. Casadore picture
    Marcos M. Casadore11/01/2011Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Mais do mesmo

    O autor se contradiz ao escrever justamente aquilo que critica: parcialidades e argumentos tendenciosos, de um só ponto de vista. Se, por um lado, os livros de história tendem a idealizar o passado e sustentar heróis com base em alguns partidarismos, por outro, o interesse do autor é somente o de polemizar para "dar as caras", criticar e esculachar para vender, pautado exatamente nos mesmos preceitos "parciais" de verdade. Um livro cheio de recortes que só destacam aquilo que lhe convém, com a intenção única - e isso eu não invento nem deduzo, está manifestadamente repetido, no mínimo 2 ou 3 vezes, ao longo do livro - de polemizar e enraivecer parte dos seus leitores; é claro que, com isso, conseguiu o espaço e a celebração que buscava. Encaixou bem, mesmo, na redação de uma revista como a Veja. O autor apontou, enfim, um bom caminho a ser seguido - avaliar, dialogar, repensar a história na sua complexidade e contexto. Mas seguiu de maneira imprudente e irresponsável, fazendo exatamente "mais do mesmo", porém ao contrário. Ora, se não há "bonzinhos" e "bandidos" tão bem definidos na história, também não existe motivos para transformar os heróis em vilões, e sim, buscar e entender a conjuntura toda dos acontecimentos. Um trabalho sério e disposto a discutir a complexidade dos fatos históricos, sem "segundas intenções" de fama e mercado, estabeleceria um diálogo não-maniqueísta entre os dois extremos: o da história idealizada e cristalizada, e o da história esculhambada, segmentada, descontextualizada e que tem como fim o simples sensacionalismo em si.

    201 curtidas

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