O título, publicado em 1882, faz referência à obra "Robinson Crusoé" de Daniel Defoe, e narra a jornada de Godfrey Morgan, jovem rico que, antes de casar e se acomodar à uma vida doméstica, decide partir em uma viagem de autodescobrimento ao redor do globo. A trama se acentua quando o barco do personagem naufraga, deixando-o à amparo da própria sorte para enfrentar as intempéries de sobreviver em uma ilha desconhecida, situada nos confins do oceano, e distante de qualquer civilização. O enredo é envolvente e Júlio Verne tem umas sacadas bem certeiras que, com efeito, deixam a narrativa muito engraçada. O autor, ao capturar o cerne da aventura e da descoberta, busca explorar a ideia de que a verdadeira educação vai além da teoria e que a experiência de campo pode ser uma professora inestimável. O plot é previsível mas, ainda assim, bem estruturado e o livro tem todo aquele aroma "sessão da tarde" que, eventualmente, vai cativar.