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    From Bacteria to Bach and Back - The Evolution of Minds

    Daniel Dennett

    W. W. Norton & Company
    2017
    496 páginas
    16h 32m
    ISBN-13: 9780393242072
    4.1
    8 avaliações
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    Favoritos1Desejados36Avaliaram8

    One of America’s foremost philosophers offers a major new account of the origins of the conscious mind. How did we come to have minds? For centuries, this question has intrigued psychologists, physicists, poets, and philosophers, who have wondered how the human mind developed its unrivaled ability to create, imagine, and explain. Disciples of Darwin have long aspired to explain how consciousness, language, and culture could have appeared through natural selection, blazing promising trails that tend, however, to end in confusion and controversy. Even though our understanding of the inner workings of proteins, neurons, and DNA is deeper than ever before, the matter of how our minds came to be has largely remained a mystery. That is now changing, says Daniel C. Dennett. In From Bacteria to Bach and Back, his most comprehensive exploration of evolutionary thinking yet, he builds on ideas from computer science and biology to show how a comprehending mind could in fact have arisen from a mindless process of natural selection. Part philosophical whodunit, part bold scientific conjecture, this landmark work enlarges themes that have sustained Dennett’s legendary career at the forefront of philosophical thought. In his inimitable style — laced with wit and arresting thought experiments — Dennett explains that a crucial shift occurred when humans developed the ability to share memes, or ways of doing things not based in genetic instinct. Language, itself composed of memes, turbocharged this interplay. Competition among memes — a form of natural selection — produced thinking tools so well-designed that they gave us the power to design our own memes. The result, a mind that not only perceives and controls but can create and comprehend, was thus largely shaped by the process of cultural evolution.An agenda-setting book for a new generation of philosophers, scientists, and thinkers, From Bacteria to Bach and Back will delight and entertain anyone eager to make sense of how the mind works and how it came about.

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    Lauro Edison picture
    Lauro Edison20/04/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Teologia Ultra-Materialista Destilada 50 Anos

    Então o velho Daniel Dennett teve fôlego para mais uma vez se pôr a explicar suas ideias, sempre muito difíceis de acreditar, sobre “a evolução das mentes”. E durante o primeiro terço do livro eu estava positivamente surpreso: com nova eloquência e leveza, as argumentações e explicações cuidadosas de Dennett sobre questões darwinianas, computacionais e relacionadas à teoria da informação pareciam mesmo aquilo que deveriam ser: o resultado destilado de 50 anos do pensamento de um intelectual brilhante. Como é costume em seus livros, Dennett sempre adia as questões difíceis sobre a consciência subjetiva (que, você sabe, parece inexplicável em bases puramente físicas) para o final, insistindo que todo um arcabouço teórico precisa ser muito bem compreendido antes. Aqui ele faz o mesmo, mas desta vez ele começou tão bem que eu ao menos tive alguma esperança que dessa vez ele pudesse conseguir (embora eu jamais fizesse ideia de como!). Infelizmente, não foi por aí... No segundo terço do livro, desgraçadamente, Dennett volta com a história implausível dos memes: que a cultura evolui, de forma análoga a seleção natural de genes, por via da seleção natural de “memes”, ou unidades de transmissão cultural. E para o meu choque, não há absolutamente melhora ou diferença nenhuma em sua nova defesa dessas ideias: é tudo a mesma velha coleção de afirmações vagas, suposições no vazio e argumentos fracos no sentido de algo como a teoria dos memes “precisa” ser verdade — do contrário, supõe Dennett, estaremos às voltas com explicações mágicas. Eu apenas não entendo como ele espera ser minimamente convincente com essa frágil colcha de retalhos intelectual. E aqui as coisas são piores: agora ᴘᴀʟᴀᴠʀᴀs, essas entidades que sequer possuem estrutura interna para receberem mutações deletérias ou favoráveis, são o exemplo preferido de “memes” que Dennett tem em mente. E ele realmente acredita, de um modo que continua pouco claro, que essa chuva de informação tentando se copiar é o que está por trás de nossas capacidades intencionais e conscientes. Esse é o pior da filosofia de Dennett, e aqui aparece na sua pior versão. E então vem o terceiro terço do livro, onde Dennett outra vez vem atacar de frente a ideia — obviamente incompatível com sua visão — de que a consciência é a exata esfera virtual, qualitativa e imaterial que parece ser. Mas desta vez há uma diferença chocante: pela primeira vez ᴄᴏᴍ ᴛᴏᴅᴀs ᴀs ʟᴇᴛʀᴀs ᴇ ᴘɪɴɢᴏs ɴᴏs ɪs, Dennett afirma claramente e sem rodeios que os qualia subjetivos sɪᴍᴘʟᴇs, ᴄᴏᴍᴘʟᴇᴛᴀ ᴇ ᴀʙsᴏʟᴜᴛᴀᴍᴇɴᴛᴇ ɴᴀ̃ᴏ ᴇxɪsᴛᴇᴍ. Agora não há ressalvas ou qualificações: você vê uma pós-imagem vermelha e azul da bandeira dos Estados Unidos; a pós-imagem não está fora de você, nem na sua retina, nem em seu córtex visual; então onde ela está? Em lugar nenhum, Dennett responde. Ela não existe, simples assim. Então como a vejo? Não a vejo! Só ᴘᴀʀᴇᴄᴇ que a vejo, seja lá o que isso quiser dizer... Dennett antecipa que essa afirmação parece (é!) a simples negação de um fato dado, óbvio e inegável, e o que ele tem a dizer é apenas isso: se você não consegue acreditar que a pós-imagem (que você vê!) não existe, “tente com mais força”! Como disse Thomas Nagel em uma resenha do New York Review of Books, isso é apenas Dennett levando uma teoria às últimas consequências, custe o que custar. Ao menos agora não resta qualquer dúvida ou ambiguidade sobre o que está em jogo nessa discordância fundamental: penso que Dennett nega um fato inegável e, portanto, é obrigado a erigir todo um sistema de sabor teológico fundado nessa negação. Tudo o que importa realmente, aqui, é se a pós-imagem, ou os qualia em geral, realmente existem ou não. Se eles existem, toda a filosofia da mente de Dennett está perdida, simples assim. E o que vou fazer? Eᴜ sᴇɪ ǫᴜᴇ ᴏs ǫᴜᴀʟɪᴀ ᴇxɪsᴛᴇᴍ!

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    Daniel Clement Dennett profile picture

    Daniel Clement Dennett

    Dennett passou parte da sua infância em Beirute, onde, durante a II Guerra Mundial, seu pai era um agente disfarçado de inteligência no Escritório de Serviços Estratégicos posto como um adido cultural à embaixada americana em Beirute. O jovem Dennett e a família voltaram para Massachusetts em 1947 depois que seu pai morreu em um acidente de avião inexplicável. Sua irmã, Charlotte Dennett, é jornalista investigativa. Ele participou da Phillips Exeter Academy e passou um ano na Universidade Wesleyana antes de receber o seu bacharelado em filosofia pela Universidade de Harvard em 1963, quando ele era um estudante de WV Quine. Em 1965, ele fez seu doutourado em filosofia da Christ Church, Oxford, onde estudou com o filósofo Gilbert Ryle. Dennett é atualmente (Abril 2009), professor universitário, e co-director do Centro de Estudos Cognitivos (com Ray Jackendoff) na Tufts University. Dennett descreve-se como "um autodidata - ou, mais corretamente, o beneficiário de centenas de horas de aulas informais em todas as áreas que me interessam, de alguns dos principais cientistas do mundo."

    18 Livros
    75 Seguidores
    Boston, Estados Unidos da América

    Daniel Clement Dennett