Bem que me avisaram que essa trilogia melhoraria ao longo dos livros. O primeiro é fenomenal, mas esse aqui é quase uma perfeição. Artur está numa ascensão pessoal, por mais que pareça perder um pouco do seu poder. Assim como imaginei e comentei na resenha do primeiro livro, nesse aqui a religião vem com muito mais força, sendo determinante pra várias decisões que culminam em guerras ou tratados de paz, a depender do caso. Em O Inimigo de Deus continuamos a ver a história pela visão de Derfel, que é fiel amigo e companheiro de batalha de Artur. É interessante notar que Artur não alcançou tudo que conseguiu sozinho, liderando vários lanceiros sem relação pessoal. Ele precisou de inúmeros amigos, como Derfel, para alcançar o que almejava. Além disso tinha um carinho enorme por cada integrante do seu exército, o que explica a quase devoção de todos por ele. Mais uma vez Bernard dosa muito bem a fórmula de inserir combates, guerras e tal, mas sem deixar de tratar todo o lado político que antecede e sucede todas as batalhas. Seria mais fácil, e talvez mais agradável pra alguns leitores, que as partes politicas fossem mais sucintas, mas eu discordo veementemente. Tudo que acontece no pré-guerra é de suma importância pra entender diversas decisões durante e após o embate. O que mais gostei do livro foi a forma abrupta que tudo foi da mesma perfeita paz para o mais puro caos. A passagem de um estágio pro outro foi feita de forma super rápida, mas as explicações e pormenores surgiram no desenrolar da história. Nada ficou subentendido ou mal explicado. O terceiro livro já tá ali separado, vou ter que começá-lo imediatamente. Impossível não querer mais dessa história.








