Imaginários. Estranhamentos Urbanos

    Armando Silva

    Sesc
    2014
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788579951169
    Português Brasileiro

    As vivências subjetivas nas cidades, associadas aos chamados imaginários urbanos, são o objeto deste estudo, que dá continuidade a pesquisas anteriores empreendidas pelo autor sobre o tema. Reportando-se à semiótica, à psicanálise, à arte e à estética, Armando Silva discute as relações da sociedade com as cidades, considerando o modo como as pessoas se relacionam com os espaços, a forma como as cidades são imaginadas e representadas, sob a dimensão estética, e vinculando-se ao universo da cultura urbana. Silva destaca a relação entre imaginários e arquivos, entendendo este último em um sentido amplo a envolver arte de rua, álbuns de família e vitrines, entre outros. Por fim, o livro traz a metodologia utilizada no projeto Imaginários Urbanos, realizado em 25 cidades ao redor do mundo e que serve de inspiração a este trabalho.

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    Marcos da Silva Nandi01/05/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Apesar da minha lista gigante de leituras, entre livros físicos e digitais, acabei pegando esse livro na biblioteca do SESC. É um livro que bate certinho na minha meta de estudos sobre antropologia geral e urbana. É um livro bom, porém complexo. Precisa de bastante atenção e entender que são teorias. Algumas aplicáveis, outras fica apenas na abstração teórica. O livro responde ao interesse do autor em revisar e ampliar seus próprios conceitos e as teorias que desenvolveu com anos de estudos. A teoria da cidade imaginária é mais ou menos como um protótipo da cidade física. É um verdadeiro estereótipo moldado pelo medo, pela arte e também, pela mídia. Por exemplo, por mais segura que a cidade seja, por ela estar na América Latina, o imaginário coletivo imaginara como uma cidade violenta. Ou seja, o imaginário afeta os modos de simbolizar aquilo que conhecemos como realidade. O autor apresenta alguns estudos, fotos e gráficos (belíssimos por sinal), e um bem interessante é o questionamento de qual cor é a cidade. Muito interessante ver a percepção individual é moldado pelo imaginário. O autor vai falar por cima sobre a origem da cidade, como era sua formação no viés político e religioso e formação das tribos a partir da união das famílias. Claro, bem por cima. Ainda sobre o medo, o autor fala sobre o terror que causa, e que excitação faz também. Menciona o turismo de terror, que envolve risco, que dá prazer, o que acho ridículo, principalmente quando envolve algum crime histórico. O autor levanta um ponto importante: até que ponto isso não é usado para estimular a guerra a partir de imaginários éticos. Amando, também fala sobre o uso do corpo como mercadoria. Entre outros temas. Um livro interessante.

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