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    Os últimos dias de Charles Baudelaire -

    Bernard-Henri Lévy

    Rocco
    1989
    282 páginas
    9h 24m
    ISBN-13: 9788532500151
    Português Brasileiro
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    Afásico, atormentado pela sífilis, pelas convulsões. Por imagens do que ele gostaria de ter sido e pela imaginária perseguição que lhe move o clã de Victor Hugo, o poeta Charles Baudelaire briga com a morte num quarto de hotel em Bruxelas. É lá que vai encontrá-lo o romance de Bernard-Henry Lévy, menos uma biografia convencional e mais um patchwork em que se misturam a fantasia, a investigação romanesca, a história de uma época, a análise da sexualidade, religião e uso das drogas em determinado contexto, e gêneros múltiplos que servem como veículo para os personagens que recontam a saga baudelairiana; Jeanne Duval, a terrível Mme. Aupick, mãe de Charles, o editor Poulet-Malassis, o fotógrafo Charles Neyt e sua última locatária, Mme. Lepage. Uma obra envolvente que fez Bernard-Henry Lévy assegurar o lugar de grande romancista.

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    Bernard-Henri Lévy

    Bernard-Henri Lévy (1948) é filósofo, escritor, jornalista, editor, romancista, ensaísta, empresário, ator e cineasta francês. Nascido na Argélia, mudou-se ainda criança para a França e formou-se em filosofia na École Normale Supérieure, onde também foi professor. Em 1984, ganhou o Prêmio Médicis pelo romance O diabo na cabeça (Rocco, 1987). Publicou, entre outros, La Barbarie à visage humain (1977) e Le Testament de Dieu (1979). Seus filmes mais recentes são Peshmerga (2016) e A batalha de Mossul (2017), documentários sobre a luta dos combatentes curdos contra o Estado Islâmico, no Iraque. Autor de Vertigem Americana (2006) e colunista do The Huffington Post. Conhecido na França como BHL e se tornou reconhecido como um filósofo político e crítico social. Formado em Filosofia na Escola Normal Superior francesa, foi correspondente para o jornal parisiense Combat, trabalhando em Bangladesh durante a guerra de libertação contra o Paquistão. Autor de Barbárie de Rosto Humano e de Inimigos Públicos, com Michel Houellebeque, BHL é epistemólogo de formação e entrou na filosofia pela porta da história das ciências. Próximo de Michel Foucault, aluno de Georges Canguilhem e autor de um estudo de mestrado, há meio-século, consagrado à história da medicina, está por isso mais bem posicionado do que muitos outros para refletir sobre a crise aberta pela aparição do coronavírus.

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    Bernard-Henri Lévy