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    Oblomov -

    Ivan Gontcharóv, Ivan Alexandrovich Goncharov

    Tinta da China
    2015
    656 páginas
    21h 52m
    ISBN-13: 9789896712389
    Português
    4.3
    6 avaliações
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    Illiá Ilitch Oblomov, membro da velha aristocracia latifundiária, é um preguiçoso. Habituado, desde a mais tenra idade, a uma corte de criados que lhe satisfaziam todos os desejos e necessidades, agora, trintão, é incapaz de fazer seja o que for. Passa os dias na cama, enrolado num velho roupão, rebolando de um lado para o outro, enquanto traça grandiosos planos de exploração agrícola que nunca põe em prática. A Oblomov contrapõe-se Stoltz, o enérgico, vigoroso e empreendedor alemão, seu amigo de infância, que procura salvá-lo do atavismo em que mergulhou. No entanto, e malgrado os seus esforços, o apelo do sono suplanta qualquer vontade de viver e Oblomov acaba mesmo por trocar o seu grande amor pelo conforto do colchão. Este romance é um épico da preguiça, uma epopeia da pantufa, e Oblomov, uma personagem grandiosa digna de figurar entre as maiores criações literárias, como Ulisses, D. Quixote ou Fausto.

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    Ivan Alexandrovich Gontcharóv profile picture

    Ivan Alexandrovich Gontcharóv

    Escritor que nasceu em Simbirsk (atualmente Ulyanovsk). Seu pai era um abastado comerciante de grãos. Após graduar-se na Universidade de Moscou em 1834, Gontcharóv serviu por trinta anos como funcionário público de baixa patente. Em 1847 foi publicado seu primeiro romance, Obyknovennaia Istoriia (História Comum), que retrata os conflitos entre o excessivo romantismo de um nobre jovem russo, recém chegado em São Petersburgo vindo das províncias, e a emergente classe comercial da capital imperial com seu sóbrio pragmatismo. Foi seguido por Ivan Savvich Podzhabrin (1848), um esboço psico-naturalista. Entre 1852 e 1855 Goncharov viajou para a Inglaterra, África, Japão, e de volta para a Rússia através da Sibéria como secretário do Almirante Yevfimy Putyatin. Suas anotações, uma crônica da viagem, "A Fragata Palas", foi publicado em 1858. Seu romançe de maior sucesso, "Oblomóv", foi publicado o ano seguinte, no qual a personagem principal foi comparado ao Hamlet de Shakespeare que responde "Não!" à questão "Ser ou não ser?". Fyodor Dostoyevsky, entre outros, considerava Gontcharóv um grande e notável autor. Sendo um conservador moderado no coração, Gontcharóv cumprimentou as reformas de 1861, abraçou a bem divulgada a ideia de que "o próprio governo chegou agora para liderar o progresso", e encontrou-se em oposição aos democratas. No verão de 1862 ele se tornou editor do Severnaya potchta newaspaper, e também funcionário do ministério do Interior. Foi descoberto mais tarde que no início dos anos 1840 Gontcharóv estava trabalhando em uma novela chamada "As pessoas adultas", mas os manuscritos foram perdidos. Em 1867, Gontcharóv aposentou-se de seu posto como censor do governo e, em seguida, publicou seu último romance - Obryv (O Precipício, 1869), que é a história de uma rivalidade romântica entre três homens e prevê uma condenação ao niilismo em defesa dos valores religiosos e morais da velha Rússia. Gontcharóv também escreveu contos, críticas, artigos (incluindo um famoso ensaio de 1871 sobre Griboyedov, "Горе от ума" - As Desgraças de Wit), e algumas memórias que só foram publicados postumamente, em 1919. Ele passou o resto de seus dias solitário devido a críticas negativas a alguns de seus trabalhos. Gontcharóv nunca se casou e morreu em St. Petersburg, em 1891.

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