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    Contos e Novelas Reunidos -

    Sérgio Sant'Anna, Sérgio Sant'Anna

    Companhia das Letras
    1997
    716 páginas
    23h 52m
    ISBN-11: 8571646139_
    Português Brasileiro
    4.8
    8 avaliações
    Leram12Lendo0Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados12Avaliaram8

    'Contos e novelas reunidos' acompanha passo a passo a complexa trajetória desse inquieto escritor, desde Os sobreviventes, seu livro de estréia (1969), até Os monstros (1994), trazendo ainda quatro contos inéditos em livro.

    Resenhas (1)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1126/12/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Overdose de histórias de Sérgio Sant'Anna

    Uma bocado de histórias de Sérgio Sant’Anna (1941-2020), de quem venho lendo muita coisa ultimamente. São mais de 50 narrativas entre curtas, médias e longas, as novelas. Compreende 6 livros publicados entre 1969 e 1994, mais 4 contos inéditos. Volume é um calhamaço de 716 páginas, difícil de segurar em mãos nesse calor africano que está fazendo em São Paulo em dezembro. Em vez de resumir ou destacar alguma história mais interessante, e a maioria delas é muito boa, reproduzo em seguida frases de SSA retiradas de O Estado de Minas de 15/05/2020, com os devidos créditos no final. Vamos a elas: “A ideia vem como um lampejo sem dor. Mas botar no papel, escrever, reescrever... É sofrido.” “Para mim, a literatura é um jogo, com muito prazer para ambos: o escritor e o leitor.” “O escritor está sempre na escuta de seu subconsciente.” “Todo livro tem o lado do fracasso: aquilo que você poderia ter feito e não fez. Qualquer pesquisador enlouqueceria se abrisse uma das minhas pastas e lesse os rascunhos. Há em cada um tantas pontas que, se puxadas, seria possível extrair quatro ou cinco livros dife- rentes. Mas eu precisei escolher. E toda escolha implica perda.” “Simulacros (de 1977) foi todo escrito no tribunal em horário de trabalho e com papel timbrado, o que configura crime de peculato. Mas tenho a impressão de que, 20 anos depois, esse crime já prescreveu.” “As histórias precisam ter suas lógicas próprias, ainda que não correspondam à realidade. Assim, todas as histórias são verdadeiras.” “Os personagens têm a ver comigo, mas não são autobiográficos. Eles representam, na verdade, as coisas que me impressionam, as minhas reflexões, os sentimentos mais profundos dentro de mim.” “O gozo da escrita é inseparável do gozo carnal.” “Sempre gostei de mostrar o lírico e o engraçado.” “Não tenho horários rígidos, mas gosto de escrever pela manhã, logo que a cabeça desperta. Sento-me na cadeira de balanço e vou em frente até a hora em que me canso.” “Quando canso de uma história começo a escrever outra. Tenho que estar sempre com o desejo aceso. Se você perde o desejo, a história não sai.” Carlos Marcelo, Como ele contou; Declarações ao repórter José Rezende Jr. na série A arte de escrever, publicada pelo Correio Braziliense em dezembro de 1997. Lido entre 10 e 25 de dezembro de 2025.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.8 / 8
    • 5 estrelas63%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Sérgio Sant'Anna

    A obra de Sérgio Sant'Anna é notória pelo caráter experimental, abordando temas urbanos de várias formas diferentes, algumas bastante transgressivas. Seu romance mais célebre é As Confissões de Ralfo, publicado em 1975. O livro é a história de um escritor que decide escrever uma "autobiografia imaginária", narrando vários fatos extraordinários numa sucessão inverossímil. O livro satiriza vários estilos consagrados: o diário de bordo, o filme de ação, o discurso utópico e, até mesmo, no auge da ditadura militar brasileira, os relatos de tortura. Em uma das cenas mais famosas do livro, o protagonista é preso por mendicagem e posto num interrogatório em que as perguntas são do tipo que se faz na escola ("Quem descobriu o Brasil?", etc...). Dentre seus contos mais famosos incluem-se Um discurso sobre o método, Marieta e Ferdinando, A mulher-cobra, Estranhos e O vôo da madrugada. O autor já ganhou por duas vezes o prêmio Jabuti e, também por duas vezes, foi agraciado com o prêmio Status de Literatura, além de ter traduções de sua obra lançadas na Alemanha e na Itália. Faleceu vítima da pandemia de covide-19, no dia 10 de maio do ano de 2020.

    35 Livros
    22 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Sérgio Sant'Anna