Vadia, não! 7 vezes que fui traída pelo feminismo - Sara Winter

    não informado

    Edição própria
    2015
    49 páginas
    1h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O livro em formato digital tem sete capítulos e traz reflexões da autora sobre como o movimento feminista, no Brasil, trata suas ativistas heterossexuais como cidadãs de segunda classe, conta sobre o submundo das drogas e e questiona o quão livre são as mulheres feministas que “vivem submissas a um código de comportamento difusor de misandria (aversão ao sexo masculino) e, atualmente, submisso à ideologia de gênero para a qual a mulher é apenas uma construção social e não uma pessoa”, afirma Sara Winter

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    Bárbara 21/11/2020Resenhou um livro
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    O "feminismo brasileiro" na ótica de Sara Winter

    Declaro que não sei até que ponto Sara Winter é uma personagem, logo tenho certo receio em acreditar no que ela fala/defende. Nesta pequena obra escrita por ela, Sara afirma que, antes de ser uma vítima do feminismo, foi uma vítima da misandria, tornando-se misândrica em razão do seu lar completamente desestruturado pelos homens da família (pai violento, irmão viciado em drogas). Todos os abusos que sofreu na infância e adolescência levaram Sara à misandria. A misandria a levou ao feminismo, movimento que a decepcionou por sete razões descritas no livro em questão. Essas decepções a levaram ao catolicismo, bolsonarismo... Sabe-se lá quais serão as convicções políticas de Sara amanhã, não é mesmo? Mas vamos nos deter ao livro. Sara Winter conta seu passado misândrico e feminista. Relata o horror que vivenciou na prostituição, um horror distante da liberdade que algumas prostitutas famosas afirmam viver. Descreve também sua experiência com drogas de forma que é inevitável não sentir pena das situações que ela vivenciou através da família e de “amigas” feministas. Aliás, eu senti muita pena dela lendo o livro. Se a narração realizada por Sara é mesmo verídica, é compreensível o seu discurso anti-feminista de hoje. No entanto, confesso que tenho muita dificuldade até mesmo em classificar Sara como “ex-feminista” após o que acabo de ler. Ela não detalha aqui sua participação no Femen Brazil, suas ideias feministas e afins. Narra sua história como se sempre fosse uma vítima do feminismo, deixando implícito que nunca compactuou com o movimento mesmo quando era feminista, sendo este apenas um refúgio para seu passado misândrico. Sou praticamente uma leiga no que tange essa moça, mas realmente espero que Jesus Cristo a conduza para um caminho de luz que ela ainda aparenta buscar, longe da mídia que, aparentemente, ela tanto gosta. No mais, é uma obra “ok” e “sucinta” para conhecer os bastidores do movimento feminista brasileiro na ótica de uma das figuras mais controversas da última década.

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