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    Conversas de refugiados -

    Bertolt Brecht

    34
    2017
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788573266580
    Português Brasileiro
    4.4
    34 avaliações
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    Durante a Segunda Guerra Mundial, dois exilados alemães bebem cerveja na estação ferroviária de Helsinque e falam sobre as circunstâncias adversas em que vivem, "tomando sempre o cuidado de olhar para os lados". Essa é a situação básica das Conversas de refugiados, pela primeira vez traduzidas para o português. Seu autor, Bertolt Brecht, era ele próprio um exilado quando começou a trabalhar nesse texto inconcluso, que veio a público somente em 1961. Ainda assim, ou por isso mesmo, brilha nessas conversas a inventiva cheia de humor do dramaturgo perseguido pelo nazismo. Na forma dialogada entre o físico Ziffel e o operário Kalle, Brecht revisita assuntos que marcaram toda a sua obra. À luz da condição do refugiado, porém, as contradições - matéria-prima sem a qual não há raciocínio dialético - de todos esses temas ganham um interesse especial. "A melhor escola de dialética é a emigração. Os dialéticos mais argutos são os refugiados. Refugiaram-se por causa das transformações, e não estudam nada além das transformações." Num momento em que os conflitos da geopolítica mundial voltaram a forçar o deslocamento desesperado de milhares de pessoas, e novas formas de autoritarismo assomam no horizonte, este livro não poderia revelar-se mais necessário.

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    Perola Amaral Tiosso24/05/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Brecht sendo Brecht

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    Eugen Berthold Friedrich Brecht profile picture

    Eugen Berthold Friedrich Brecht

    Nasceu em Augsburg, na região da Bavária, em 1898. Formado em medicina, trabalhou num hospital durante a Primeira Guerra. Dispensado do serviço por se manifestar abertamente contra a batalha, empregou-se como crítico de teatro num jornal. Em 1922, recebeu o prestigioso Prêmio Kleist por sua peça Tambores da noite. Ainda em 1923, viu encenados seus textos Na selva das cidades e Baal. Nessas primeiras peças, Brecht teve forte influência do dadaísmo e do expressionismo. Poucos anos mais tarde, ele desenvolveu um estilo que se caracterizaria pela oposição ao teatro dramático clássico e pela defesa de causas políticas de esquerda: o Teatro Épico. O autor é famoso pela capacidade extraordinária de fundir em sua obra influências aparentemente incompatíveis. Brecht estudou teatro chinês, japonês e indiano, era grande entusiasta da obra de Shakespeare e estudioso da tragédia grega. Inspirou-se também em dramaturgos alemães, como Büchner e Wedekind, e no folclore bávaro. Entre suas peças mais famosas estão A ópera dos três vinténs (1928), Santa Joana dos matadouros (1929), Mãe Coragem e seus filhos (1939), Galileu (1938) e A resistível ascensão de Arturo Ui (1941). Perseguido pelo nazismo, Brecht exilou-se em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, onde colaborou com outros artistas exilados, entre eles o escritor Thomas Mann. Em 1947, fugindo do macarthismo, refugiou-se na Suíça e mais tarde em Berlim oriental, onde seu trabalho foi financiado pelo Partido Comunista. O dramaturgo morreu em 1956, de um ataque do coração, enquanto trabalhava numa peça que seria uma resposta para a obra Esperando Godot, de Samuel Beckett.

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    Baviera, Alemanha

    Eugen Berthold Friedrich Brecht