84 Charing Cross Road -

    Helene Hanff

    Virago Press
    2002
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-13: 9781860498503

    Este é um livro autobiográfico de Helene Hanff que deu origem ao filme Nunca te vi... sempre te amei. Fim dos anos 40. O anúncio num jornal de Nova York era da livraria Marks & Co., na 84 Charing Cross Road, Londres, que oferecia livros raros de segunda mão. Helene Hanff, jovem escritora, sem condições de adquirir tais livros que amava ler, responde à oferta. A resposta de um dos funcionários de Marks e Co, Frank Doel, gera outra carta, outra encomenda. Dá-se início de uma forte relação com o dedicado funcionário e com todos aqueles que fazem parte de seu mundo. São trocas de cartas e de emoções. A força da personalidade inquieta e sutil de Helene, provocando e cativando o discreto Doel. Esta é a crônica de uma relação de amor desenvolvida ao longo de 20 anos, nascida do amor aos livros, e à Inglaterra. Inclui a 2ª parte A duquesa de Bloomsbury.

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    Carla Parreira03/06/2025Resenhou um livro
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    84 Charing Cross Road/Nunca te vi, sempre te amei (Helene Hanff). O livro é uma história de amor entre pessoas e livros, além de retratar amizades sinceras formadas através da literatura. A narrativa se concentra na troca de cartas entre Helene Hanff, uma escritora e leitora de Nova York, e um livreiro londrino, ao longo de duas décadas, de 1949 a 1969. Essa correspondência revela o amor de Helene pelos escritores britânicos, suas opiniões sinceras sobre eles — incluindo críticas a autores clássicos como Jane Austen — e suas preferências por edições raras e bem encadernadas. A história se passa num contexto pós-Segunda Guerra Mundial, marcando momentos de escassez e dificuldades econômicas na Inglaterra, enquanto as cartas fortalecem uma amizade genuína e sincera, baseada na admiração mútua pelos livros. A troca de presentes, os comentários bem-humorados e a espontaneidade nas mensagens criam um vínculo que transcende a distância, mostrando como a literatura pode unir pessoas de diferentes partes do mundo. Além da narrativa das cartas, há também o relato do sonho de Helene em visitar Londres, a preparação para essa viagem, e a emocionante experiência de conhecê-la pessoalmente — incluindo a tristeza pela morte do livreiro, que encerra uma fase importante dessa história de amizade. A obra também destaca a importância das livrarias como espaços de cultura e convivência, além de refletir sobre o impacto emocional que as amizades feitas por correspondência podem ter na vida das pessoas.

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