Shouya é um bully, suas brincadeiras infantis são uma verdadeira tortura para sua colega de classe, Shouko, uma nova aluna surda. Conforme a coisa piora e todos ao seu redor parecem ignorar ou estimular as brincadeiras maldosas, Shouya passa dos limites, forçando Shouko a mudar de escola. Tendo sido considerado o culpado por tudo, agora é ele quem sofre torturas e bullying, aprendendo na pele o seu erro. Agora, seis anos depois, o rapaz decide encarar de frente a menina que atormentou e tentar corrigir os erros do seu passado. Será que ele conseguirá sua redenção? Ganhador de diversos prêmios no mundo todo, A Voz do Silêncio, no original Koe no Katachi, chegou a ser adaptado para as telonas no final de 2016, tornando-se um dos grandes sucessos do ano
A Voz do Silêncio #1 (Koe no Katachi) -
Yoshitoki Oiima
Edições (1)
Ver maisKoe no Katachi — bullying, auto-ódio e redenção
Koe no Katachi Ou A forma da voz, como foi traduzido para o português, é um mangá escrito e ilustrada por Yoshitoki Oima. Foi lançada em 2011 na Bessatsu Shonen Magazine, e depois foi serializado em 2013 pela Weekly Shonen Magazine, sendo concluído em novembro de 2014. História É iniciada com a chegada de uma nova estudante, Shoko Nishimiya, que é surda. Nishimiya é uma garota simpática que tenta estabelecer uma comunicação com seus colegas através de um caderno. No entanto, muitos dos colegas se sentem incomodados devido a necessidade de fazer pequenas adaptações em seu cotidiano para melhor inclui-la, tais como ficar 5 minutos depois da aula para aprender libras. Devido sua surdez, ela é escolhida por Shouya Ishida, nosso protagonista, para ser importunada até seu limite. Shouya é o valentão principal, seguido de seus amigos próximos que riem e/ou permitem tal comportamento. Dentre as importunações está o “jogo” de capturar o aparelho auditor e o jogar em água — o que rendeu uma despesa alta para a família de Nishimiya e, com toda certeza, danos morais a menina Nishimiya. O bullying prolongou-se tanto que Nishimiya foi retirada da turma. E foi aí que as figuras de autoridade da escola buscaram o responsável por tais ações — o qual foi colocado toda a culpa sob Shouya. Para assumir responsabilidade, a família de Shouya precisa pagar por todos os aparelhos auditivos destruídos de Nishimiya. Enquanto na escola, Shouya passou a ser ostracizado pelos amigos, especialmente os que o indulgenciaram. Solitário e cultivando auto-ódio após tantos anos, Shouya faz a decisão de cometer suicídio… — mas antes precisa pagar o valor dos aparelhos auditivos a sua mãe e pedir perdão a Nishimya. No momento que ele a encontra e pede desculpas, questiona se ela deseja ser amiga — o que ela aceita. E passam a se encontrar mais vezes. E aí começa sua jornada de redenção. Temas abordados Koe no katachi fala principalmente sobre um problema em escolas — bullying, especialmente em como é algo ignorado pelos responsáveis, tais como os professores, e permitido ou incentivado pelos colegas — até o momento em que é hora de alguém ser responsabilizado. Nesse momento, todos em uníssono, ao invés de assumir a quota que o reponde de sua responsabilidade, o atribui inteiramente a uma pessoa só. E o atribui o excluindo do convívio social. Outro tema abordado é auto-ódio, mais especificamente, viver alimentando o ódio a si mesmo. O que significa que a pessoa passa a acreditar que merece toda a dor que é feita a ela, assim como ela é a causa de todo o sofrimento ao seu redor. É triste perceber os dois personagens que passaram por bullying alimentando extremo ódio contra si. E, por último, mas não menos importante, outro tema abordado brilhantemente neste mangá é a tomada de responsabilidade de fazer emendas aos erros cometidos e perdoar os outros por te magoarem e a si mesmo por ter magoado outros também. Diversas coisas acontecem após o reencontro de Shouya e Nishimiya, em qual a família de ambas as famílias, assim como os amigos próximos e os outros colegas do ensino fundamental retornam para a trama e ganham formato sem maniqueísmo ou reduzir a história em um mocinhos vs. vilãos. Conclusão A história é relativamente curta, tocante e flui muito bem. Recomendo para os que amam uma história de redenção e os que aceitam ser tomados por emoções.
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