Boku Girl #10 -

    Sugito Akira

    Shueisha
    2016
    185 páginas
    6h 10m
    ISBN-13: 9784088904566

    Mizuki gets confessed to by a boy in front of a special Mirror. Legend has it, that if you confess to someone you like in front of that mirror your wish comes true. There is a slight Problem in this Equation: Mizuki is just a very feminine looking boy. Also it seems that he caught the Attention of the Norse Trickster God Loki while glancing into the Mirror. Loki decides out of boredom to mess with Mizuki and turns him into a real Girl.

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    Renato Fula09/07/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Chegamos ao penúltimo volume de Boku Girl, e ele vem como um grande suspiro antes da última virada. O Volume 10 tem um ritmo mais suave, introspectivo e, de certa forma, melancólico. É como se os personagens soubessem que estão prestes a sair de cena — e por isso estão mais atentos ao que realmente sentem. Mizuki, agora totalmente envolvido(a) em sua vivência feminina, parece finalmente estar em paz com o que se tornou. E isso é lindo. Não há mais a angústia da transformação nem a negação do desejo — há, sim, uma construção de identidade mais orgânica, mais livre. Mizuki deixa de ser “um garoto em corpo de garota” e passa a ser simplesmente… Mizuki. E isso diz tudo. Takeru, sempre firme no papel de suporte emocional, também evolui. Ele não tenta mais entender os rótulos — apenas aceita o que sente. Os dois, juntos, protagonizam momentos de ternura pura, com uma delicadeza que beira o poético. São cenas que falam de carinho, respeito, descoberta. A química entre eles atinge seu auge emocional aqui. O humor continua presente, mas agora é mais sutil. Há menos piadas pastelão e mais momentos de leveza natural — como se o mangá quisesse deixar o leitor sorrindo sem forçar risadas. E Loki? Bem, o deus travesso está visivelmente mais contido, como um roteirista satisfeito vendo o clímax de sua peça se aproximar. A arte de Sugito brilha com um traço mais limpo, expressivo e emocional. Os olhares entre Mizuki e Takeru dizem mais que qualquer discurso. Os quadros silenciosos, as pausas nos diálogos, o ritmo cadenciado… tudo sinaliza que o fim está perto — mas que ele será bonito.

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