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    A Letra do Amor -

    Alice Reis

    O Amor de Alice
    2017
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: B06XWVFCLR
    Português Brasileiro
    3.7
    18 avaliações
    Leram18Lendo2Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados8Avaliaram18

    Uma música pode representar muito do que estamos sentindo e queremos demonstrar. No livro "A Letra do Amor", a música estará presente para que as palavras sejam ditas mesmo nos momentos mais silenciosos. Mia é uma jovem empresária do interior do Rio de Janeiro, dona de uma padaria modesta e bem frequentada pela população local e alguns estudantes. Seu último namoro lhe deixou profundas marcas de dor e abandono. Dona de um sotaque britânico delicioso, tímida, sorridente e uma voz suave. Grazi, estudante de arquitetura, amante dos livros e da boa música. Acabou de chegar na cidade e quer trabalhar para ajudar a mãe a bancar seus estudos e sua moradia longe do Rio de Janeiro. Grazi também carrega profundas marcas do passado. Patrícia, mãe de Grazi, tem uma ligação muito especial com a filha e um amor sem fim por Maraísa. Helô, madrasta de Grazi, faz de tudo por Patrícia e ama Grazi como se fosse sua filha. Sua luta contra o fantasma de Maraísa é diária e constante. A música irá guiar os sentimentos, falar quando não se acha as palavras certas e fazer você entrar em um romance delicioso.

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    ELIZA ALVERNAZ picture
    ELIZA ALVERNAZ26/06/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Leve e gostosinho!

    Duas coisas me fizeram escolher esta obra de Alice para ler primeiro entre as demais:⁣ ⁣ 1º - o fato de se passar no interior do Rio de Janeiro (também moro em uma cidade do interior do Rio, logo rolou uma identificação de cara).⁣ ⁣ 2º - a história ser toda permeada de música.⁣ ⁣ Mia é dona de uma padaria, uma grande paixão em sua vida. É nessa padaria que ela conhece Grazi, uma estudante de arquitetura que está morando na cidade para cursar sua faculdade.⁣ ⁣ As duas se apaixonam e passamos a acompanhar um romance leve, gostoso e muito sexy!⁣ ⁣ Como não poderia deixar de ser, nem tudo são flores no caminho das duas. Mia tem um passado adormecido. Trata-se de Laís, uma ex-namorada que havia lhe deixado, sem explicações, abandonando-a em profunda tristeza. Ao retornar, Mia descobre os motivos que levaram-na a deixá-la e seu namoro com Grazi é colocado à prova.⁣ ⁣ Em meio aos amores e desamores, a autora ainda aborda a homofobia, assédio, luto e outros temas, com personagens secundários muito bem construídos, como as mães de Grazi, por exemplo.⁣ ⁣ Foi uma leitura bem gostosa, me senti em um filme com muita representatividade!⁣

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 18
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas0%
    Alice Reis profile picture

    Alice Reis

    Eu tinha 15 anos quando Alice, meu heterônimo, surgiu. Surgiu e começou a escrever histórias, romances homoafetivos, onde duas mulheres podiam se amar sem que ninguém as impedisse. Eu escrevia em um caderno e depois em outro e depois em folhas avulsas. E para escrever eu me tornava outra pessoa, era como se eu não morasse e não tivesse sido criada nas condições que fui, eu me tornava Alice, a escritora. E camuflada de Alice eu escrevia histórias que eu queria viver, mas não podia.Eu vivia sobre uma pressão interna infernal. Contar para minhas amigas que eu queria beijar meninas ou não contar, buscar ajuda com meus pais ou fingir que sou “normal” e beijar meninos. Com esse conflito eu me afastei de todas minhas amigas da época e tive uma adolescência bem solitária. Era eu e Alice, brigando para saber quem tinha razão sobre a vida. Fora do quarto eu era heterossexual, dentro do meu quarto eu era gay.Fiz o que a maioria é obrigada a fazer, fingi ser heterossexual, até no começo da faculdade eu fingi ser, mas depois com o tempo eu conheci pessoas que me levaram para o lado da luz, rsrsrs, pessoas que me mostraram que o que eu sentia era verdadeiro e que Deus era bom. Pessoas que fizeram Alice ganhar a batalha interna que eu travava todo dia quando pegava uma caneta para escrever.Hoje, prefiro me apresentar como Alice, pois a hétero que existia, morreu em algum processo de aceitação enquanto terminava a faculdade. Hoje sou Alice e assim serei até o fim.

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    São Paulo, Brasil

    Alice Reis