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    Vou-me embora pra Pasárgada -

    Manuel Bandeira

    José Olympio
    2007
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8503009463
    Português Brasileiro
    3.9
    106 avaliações
    Leram290Lendo10Querem80Relendo1Abandonos2Resenhas6
    Favoritos5Desejados80Avaliaram106

    'Vou-me embora pra Pasárgada', antologia organizada por Emanuel de Moraes, reúne alguns dos melhores e mais famosos poemas de Manuel Bandeira. Dividido em quatro partes ("Do menino e do beco ao amigo do rei", "Os alumbramentos do corpo e a arte de amar", "Um sorriso irônico para o mundo" e "O poeta satisfeito da vida entre no céu", o livro é a melhor forma de ingressar na obra de um dos grandes poetas da história da literatura brasileira. "Vou-me embora pra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra", escreveu Bandeira. "Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha dezesseis anos e foi num autor grego. (...) suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L'invitation au voyage de Baudelaire. (...) Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; e também porque parece que nele sobe transmitir a tantas outras pessoas a visão e promessa da minha adolescência - essa Pasárgada onde podemos viver pelo sonho o que a vida madrasta não quis nos dar."

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    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva26/03/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "- Eu faço versos como quem morre.”

    Emocionei-me até as lágrimas ao ler essa bela coletânea de nosso grande Bandeira. Percebi, com muita gratidão, que ele foi um dos primeiros poetas que li e que me marcou o coração. Como permanecem em nossa memória afetiva os primeiros poemas que lemos e que nos despertam para a Poesia! De Manuel Bandeira, lembro que li por volta dos 13 para 14 anos os poemas “Os Sapos”, “O Bicho” e “Desencanto”, que me marcaram muitíssimo. Dentre muitos outros como “Pneumotórax”, “Evocação do Recife” e, é claro, “Vou-me Embora pra Pasárgada”. Ao reler essas joias mais uma vez, agora, senti muito forte a tristeza e a melancolia que marcaram a vida do Poeta, e ao mesmo tempo sua comovente ênfase no “menino” dentro dele que se recusava a morrer, mesmo em meio às agruras da vida... Manuel Bandeira é tesouro nacional, é as joias da coroa! Viva o Poeta! Viva a Poesia! Viva Manuel Bandeira! *** “Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. - Eu faço versos como quem morre.” #1livropordia http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/2018/03/vou-me-embora-pra-pasargada-e-outros.html

    6 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho