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    O Judeu - História da vida trágica de António José da Silva

    Camilo Castelo Branco

    Amargo
    2014
    323 páginas
    10h 46m
    ISBN-10: B00RI9Z7NG
    Português Brasileiro
    3.3
    6 avaliações
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    Publicado em 1866, a obra “O Judeu” de Camilo Castelo Branco é um romance histórico de homenagem àquele que se tornou na figura representativa dos milhares de judeus portugueses que morreram pela Inquisição entre 1540 e 1794, em Portugal. António José da Silva, a que a história apelidaria como “O Judeu”, nasceu no Rio de Janeiro em 1705, numa família de origem judaica erradicada no Brasil cujos membros se proclamavam como “cristãos novos”, ou seja judeus que tinham renegado à sua fé e convertido à ao cristianismo. Porém, em 1712, quando o jovem António José da Silva contava com apenas 7 anos, a comunidade de cristãos novos, na qual a sua família se inseria, foi vítima de perseguições e acusações de heresias. A sua mãe, Lourença Coutinho, foi acusada de manter e praticar a fé judaica secretamente e foi deportada para Lisboa para ser processada pela Inquisição. O seu pai, advogado e poeta João Mendes da Silva, partir para Portugal, levando o jovem António consigo, para estar próximo de sua mulher e graças à sua influência conseguiu salva-la da fogueira.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Jorge Ferraz picture
    Jorge Ferraz05/04/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma leitura assaz agradável, em que pese o estilo arcaico da escrita e alguns erros de tipografia provavelmente oriundos do OCR. Mas a história é tão cativante que essas imperfeições, no conjunto da obra, ressaltam como meros detalhes. Eu mal ouvira falar de Antônio José da Silva a não ser como um dos exemplos (quiçá o exemplo paradigmático) da desumanidade da Inquisição. Mas encontrar a sua história completa, desde a tenra infância, desde aliás a própria história dos seus pais e sogros, é um achado valioso. E o fato de o livro ser uma biografia romanceada acrescenta força à história e nos permite contemplar os abismos da miséria humana, da tragédia que não admite coletivizações apressadas. Sim, o Judeu foi injustamente queimado pelo Santo Ofício na primeira metade do século XVIII. Mas não é exato dizer que ele foi vítima da intolerância religiosa dos discípulos de São Domingos, como o Camilo Castelo Branco fecha o seu livro. A história é mais complexa, mais humana e mais verossímil do que isso. Essas páginas guardam um trama precioso, por cujos meandros vale muito a pena se aventurar.

    3 curtidas

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    Camilo Castelo Branco

    Camilo Castelo Branco, primeiro visconde de Correia Botelho, nasceu em Lisboa, no Largo do Carmo, a 16 de Março de 1825. Era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, nascido na casa dos Correia Botelho em 1778, que teve uma vida errante entre Vila Real, Viseu e Lisboa, tomando-se de amores por Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo tenta então o curso de Medicina no Porto que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho. Depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, às 15h15 de 1 de Junho de 1890,

    197 Livros
    127 Seguidores
    Lisboa, Portugal

    Camilo Castelo Branco