*ARC recebida através do Edelweiss em troca de uma opinião honesta*
Chainbreaker é a eletrizante continuação de Timekeeper. O livro começa um ano depois de todos os acontecimentos do livro passado e mostra a que realmente veio a série.
Optando situar boa parte do livro na Índia (na época colônia da Inglaterra), Tara expandiu a história e sua mitologia. Existem algumas semelhanças entre os mecânicos da Inglaterra e Índia, assim como existem muitas diferenças. Para os relógios da Inglaterra, Tara se baseou um pouco na mitologia grega; já para os relógios na Índia, a autora se baseou nas histórias da religião hindu e eu achei isso demais!
Outro fato interessante nesse livro foi a pesquisa histórica que a autora fez. Na época que passa Chainbreaker, a Índia era colônia da Inglaterra. No fim do livro, a autora coloca em suas notas um pouco sobre algumas rebeliões e lutas que realmente houveram nessa época. Achei legal isso porque ela realmente se preocupou em pesquisar e não deixar furos na história. O mesmo aconteceu no livro anterior, mas a lerda aqui esqueceu de comentar. Perdoa eu e não desistam de mim.
É super perceptível a mudança de Danny Hart do livro passado para esse. A principal mudança foram seus problemas com ansiedade, que diminuíram bastante. Danny continua sendo aquele bolinho que amo e irei proteger nesse mundo, mas agora ele parece estar com uma aura mais leve. Aqui vemos um Danny cheio de atitude, com um humor bem espirituoso e disposto a fazer de tudo para proteger qualquer torre.
Colton foi outro personagem que evoluiu bastante. Ele ainda tem aquela essência um tanto inocente dos espíritos dos relógios, mas nesse livro vemos que ele é um espírito altruísta, determinado e corajoso. Também sabemos um pouco mais sobre o seu passado e é nesse passado que descobrimos como as torres de relógios foram criadas e por que existem os espíritos que cuidam delas. Gente, vou dizer que eu tinha mil teorias sobre como as torres foram criadas mas nenhuma chegou perto. Só posso dizer que foi pesado e meu coração ficou em frangalhos.
Nesse livro, temos um maior destaque para Daphne e eu gostei bastante de conhecer melhor a personagem. Descobrimos um pouco mais sobre sua vida e, apesar de que no livro passado ela aparenta ser aquela bitch-mor, no fundo ela é uma pessoa que zela por seus amigos e preocupada com seu objeto de trabalho. Por conta do que passaram juntos, ela e Danny forjaram uma amizade que nenhum dos dois nunca imaginou e eu curti muito porque os dois são maravilhosos juntos.
Infelizmente nosso casal maravilhoso passam boa parte da história separados, já que Danny é mandado pra Índia investigar os ataques. Mas esse detalhe foi necessário para o crescimento de Colton. Fora que nem por isso a história deixa de ser maravilhosa.
Uma única ressalva é quanto à reta final. Senti que a autora prolongou certos detalhes e acelerou um pouco no final, mas nada que não fosse bem trabalhado. Só sei que aquele final foi de me deixar no chão, chorando em posição fetal.
Queria agradecer a Sky Pony Press e Edelweiss por disponibilizar a ARC para essa resenha. Chainbreaker está com lançamento previsto para janeiro de 2018. Eu já estou acendendo altas velinhas para que alguma editora traga essa trilogia maravilhosa para terras tupiniquins.
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