Como sonhar e, ao mesmo tempo, intervir? A poesia representou, para nós, a interface entre estas duas possibilidades de ação política. Ela é o discurso que emerge das doloridas vivências T em uma sociedade cisgênera, mas que se ergue em resistência, em potência. Consolida o domínio sobre a palavra e sobre si. O poder não é algo que se atinge ao final de um caminho, nem algo que está fora de nosso alcance. Ele está aqui, emanando de nossas articulações, nossos espaços e nossas palavras. Ilustrações: Augusto Silva e Lune Carvalho Prefácio: Amara Moira Orelha: Linn da quebrada


