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    Macunaíma (eBook) (Clássicos de Mário de Andrade) -

    Mário de Andrade

    Nostrum Editora
    2016
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-10: B01H6A95ZM
    Português Brasileiro
    3.4
    13728 avaliações
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    Macunaíma é um romance de 1928 do escritor brasileiro Mário de Andrade, considerado um dos grandes romances modernistas do Brasil. A personagem-título, um herói sem nenhum caráter (anti-herói), é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é "Ai, que preguiça!". Como na língua indígena o som "ai que" significa "preguiça", Macunaíma seria duplamente preguiçoso. A parte inicial da obra assim o caracteriza: "No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite." A obra é considerada um indianismo moderno e é escrita sob a ótica cômica. Critica o Romantismo, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então pouco conhecidos (rapsódia). O livro possui estrutura inovadora, não seguindo uma ordem cronológica e espacial. É uma obra surrealista, onde se encontram aspectos ilógicos, fantasiosos e lendas.Adota como protagonista uma personagem fantasiosa e complexa, na qual se misturam os mais diversos traços de nossa formação cultural.Com uma critica maior à linguagem culta já vista no Brasil. Em Macunaíma, Andrade tenta escrever um romance que represente o multi-culturalismo brasileiro. A obra valoriza as raízes brasileiras e a linguagem dos brasileiros, buscando aproximar a língua escrita ao modo de falar paulistano. Mário de Andrade tinha uma ideia de uma "gramatitinha" brasileira que desvincularia o português do Brasil do de Portugal, o que, segundo ele, vinha se desenrolando no país desde o Romantismo. Ao longo da obra são comuns as substituições de "se" por "si", "cuspe" por "guste", dentre outras.

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    Clio picture
    Clio18/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Descrevi essa obra outro dia com a expressão "samba do criolo doido" e alguém me disse não se usa mais isso - que é politicamente incorreto. Tive vontade de rir. O que pode ser mais politicamente incorreto que o heroi sem caráter de Mário de Andrade? Nessa mistura de lendas indígenas e crítica social, Andrade tece a realidade de Macunaíma cujo único preceito ético parece ser a Lei de Gerson (ou a lei da vantagem). Em pouco menos de duzentas páginas, o personagem rouba, mata, mente, trai e destroi coisas e pessoas com um único objetivo: a satisfação pessoal. Deixo aqui a carapuça para quem servir. Recomendo.

    257 curtidas

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