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    As Melhores Crônicas de Gustavo Corção (Coleção Melhores Crônicas) -

    Gustavo Corção

    Global
    2010
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-13: 9788526011274
    Português Brasileiro
    4.3
    5 avaliações
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    "Gustavo Corção é realmente uma criatura privilegiada de Deus. De longe, a gente o admira, o aplaude, o respeita. Mas, de perto, sem que diminuam a admiração, a quase reverência, a gente descobre e sente que, acima de tudo, o ama - irmão surgido de repente, Como um prêmio imerecido é caro." -- Rachel de Queiroz

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    Filino Carvalho Neto15/11/2019Resenhou um livro
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    Textos suaves de um grande polemista

    Gustavo Corção é um nome atrelado a polêmicas. Os seus ataques não se limitam ao espectro mais à esquerda; igualmente se voltam aos que se encontram em seu próprio flanco. Eis a caracterização que nos é fornecida (num texto ao fim dessa edição) do autor das crônicas reunidas nesse livro. Então não deixam de ser surpreendente os elogios que povoam a contracapa e as orelhas da obra, que compreendem desde Rachel de Queiroz a Nelson Rodrigues. De qualquer modo, o Corção que se nos apresenta não é um autor cáustico e de língua ferina. Duro, sim, mas com uma prosa extremamente agradável, desfiando sua fé católica, episódios de sua vida e se pronunciando contra o sentir-se satisfeito com as coisas mundanas. Gustavo Corção é um autor que busca o transcendental nos episódios mais corriqueiros e nos mais dramáticos da vida do homem. Trata-se de uma boa seleção de textos para ser desfrutada.

    2 curtidas

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    4.3 / 5
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    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

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    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga