Homens Representativos (Coleção Lazuli) -

    Ralph Waldo Emerson

    Imago
    1996
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8531205301
    Português Brasileiro

    'Homens Representativos' é um dos mais, senão o mais popular dos livros de Emerson(1803-1882). Além de uma apresentação geral, sobre 'A Utilidade dos Grandes Homens', este livro reúne seis ensaios sobre figuras capitais; Platão, o filósofo; Montaigne, o cético; Shakespeare, o poeta; Swedendorg, o místico; Napoleão, o homem do mundo; e Goethe, o escritor.

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    Marcelo Oliveira02/02/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Há Shakespeare

    Há palavras? Depois de contemplar uma das mais belas exposições da arte filosófica, eu diria que há vidas, não no sentido banal, da sobrevivência, mas de uma transcendência material, que vibra por todo o espaço, não o espaço do nosso cérebro, da nossa casa, cidade, país, planeta, mas de todo o universo. Se não sabemos até onde vai a Estrada, e se não estamos separados dela, logo, ao caminharmos por ela, podemos participar desde a orquestra das árvores até a das estrelas. Mas como poderemos adentrar em um espetáculo se estamos habituados a ouvir apenas a nossa voz? ou quando só temos como destino fazer barulho para não ouvirmos ninguém e nem a nós mesmos? Como poderemos, um dia, tocar um elevado concerto com os instrumentos da nossa alma, se acreditamos de só temos um corpo e sua função é morrer? Descansar para a morte? Correr para a morte? Como sinalizou o filósofo Henri Bergson, precisamos viver para além do tempo do relógio, de um funcionamento mecânico, determinado. Como? Imaginando que temos uma imaginação, um vulcão adormecido, prontos para romper com a ordem do nada, do efêmero, e fazer durar o instante na eternidade, tais como as marcas de uma queima de fogos de um ano novo, até o eco dos movimentos de Shakespeare: Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia. Cantar ou não cantar, "eis a questão"! De que vale roubar as luzes do sol, se não as levaremos para nenhum farol, ou nos esconder com seu brilho, cavando o próprio túmulo, se junto com os vermes, não seremos mais que um acúmulo?

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