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    Poesias que escrevi com fome -

    André D'Soares

    Penalux
    2017
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-13: 9788558331883
    Português Brasileiro
    4.7
    20 avaliações
    Leram31Lendo23Querem353Relendo2Abandonos2Resenhas7
    Favoritos10Desejados353Avaliaram20

    “É preciso ter coração de ferro/ Para suportar este inferno /Ou não ter coração” Poesia rude, sem técnica nem estética, que fala de amor, abandono, aponta injustiças, denuncia o machismo e os preconceitos, sofre com a indiferença, e prova que a palavra é a arma para virar o jogo. André D´ Soares admite que escreve com o desespero daqueles cuja maior dificuldade para emergir na sociedade “está na diferença de largada”. Essa diferença, o jovem poeta combate debochando com a hipocrisia ou denunciando os opressores, em versos que golpeiam o estômago e nos fazem refletir. Estigma, estereótipo, preconceito e exclusão são seus temas legitimamente sentidos em poemas que, não estivessem divididos em versos, poderiam ser classificados como crônicas, e das boas. Melhor ainda são os poemas curtos, de lirismo certeiro, quase microcontos de tão redondos. Poesias que escrevi com fome é um livro que revela uma sensibilidade incomum em alguém tão jovem, um poeta em construção e muito promissor. Nanete Neves, escritora

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    André D'Soares13/05/2017Resenhou um livro
    0

    Resenha por ‎Hilário Francisconi‎

    Acabo de ler o livro “Poesias que escrevi com fome”, de André D’Soares, Editora Penalux, SP, 2017. Digo acabo, mas voltarei a ele outras vezes, lógico! André é o tipo (entenda-se estilo!) do poeta que nos faltava. Ainda muito jovem e já pronto para a ótima e impactante poesia, os seus versos seguem, um após outro, a passos confiantes no equilíbrio de sua linguagem e no ritmo frenético de quem viveu, já, uma vida inteira. Com um sólido senso dos problemas sociais, o autor larga na “pole position” ao deflagrar a persistente injustiça ainda praticada contra os oprimidos, como em “Injustiça”, pág. 32: “O problema / Desse esquema, doutor, / Está na diferença de largada (...)”. A um tempo realista e romântico, o poeta revela ao leitor o seu tom inconfundivelmente cavalheiresco, cuja claríssima sensibilidade lança-o diretamente ao raríssimo rol dos partidários do romantismo: “O seu café, senhorita, / É a poesia que eu mais venero. / Porque ele é feito / Com as mãos mais delicadas / Que eu já vi nesta vida (...)”, pág. 66. Em sua maioria, os poemas de André jogam o poeta-narrador no cerne do drama, quando no ímpeto de sua atividade artística, uma vez mais a revelar a experiência do jovem poeta e o seu fino trato com as representantes do sexo “frágil”: “Flor oriental, / Por que desabrochaste / No jardim alheio? / (...) Deixa-me te regar, Flor, / Com meu amor em líquido, / Com meu coração em sol. (...)”, pág. 75. A origem humilde do poeta simples, conforme declarações em relacionamentos sociais verificados em um sítio cibernético conhecido, traduz as suas raízes profundas em “Como escreverei, / Poeta desgraçado, / sobre um mundo que não é meu, / Nem da minha gente?”, pág. 88. O livro “Poesias que escrevi com fome” abre de vez o nosso apetite para uma leitura temperada com o prazer da boa literatura. E que venham outros trabalhos, em verso ou em prosa, que a fome, agora, é nossa... Hilário Francisconi, poeta e membro titular da Academia Niteroiense de Letras.

    3 curtidas

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