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    O azul do filho morto -

    Marcelo Mirisola

    Editora 34
    2002
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8573262273
    Português Brasileiro
    3.5
    73 avaliações
    Leram115Lendo4Querem90Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos6Desejados90Avaliaram73

    Pais, avós, empregadas, vizinhos, namoradas, prostitutas, michês, mendigos e apresentadores de programas de auditório são as personagens liricamente torpes que frequentam este primeiro romance de Marcelo Mirisola, um retrato provocante da geração classe média dos anos 1970 e 80.

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    Resenhas (4)Ver mais
    David Atenas picture
    David Atenas12/01/2019Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    O primeiro de muitas repetições

    Primeiro livro que li do Mirisola, sem nem saber o que ele é atualmente no mundo da escrita; sabia que era uma biografia, mas ainda assim, não entendi muita coisa. Depois ele refinou, lapidou sua biografia em "Charque", que considero um dos três melhores romances dele (os demais são "Joana a contragosto" e "Como se me fumasse"); aqui, temos um tipo de diamante bruto. Mirisola é até bom escritor, mas precisa variar em seu repertório.

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    3.5 / 73
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas4%
    Marcelo Mirisola profile picture

    Marcelo Mirisola

    Nascido na capital de São Paulo, Marcelo Mirisola formou-se em Direito, entretanto, enveredou para a Literatura e estreou no mercado impresso com o livro de contos "Fátima Fez os Pés para Mostrar na Choperia", em 1998. A obra provocou sensação no meio literário e Mirisola foi saudado como um dos "transgressores" dos anos 90. Seguiram-se obras em que o narrador das obras e a pessoa de Marcelo Mirisola se confundiam cada vez mais, recurso chamado "autoficção", que o autor paulistano usa com bastante engenhosidade. Sua obra destoa grandemente da que é produzida hoje pelos escritores mais festejados, ainda que enfoque personagens e situações cotidianas, não o faz com a bitola imposta por setores da mídia, da intelectualidade e do próprio meio literário, uma vez que estes priorizam uma agenda estranha ao trabalho literário legítimo, como a defesa de minorias e a promoção ideologias questionáveis. Tal situação é bastante grave no cenário brasileiro, onde se podem encontrar compadrios marcados pela mediocridade e auto-louvação, que Mirisola inúmeras vezes ridicularizou em textos e entrevistas. Por isso, criou-se em torno do autor paulistano a aura de alguém afrontoso, cruel e sem limites, elementos que se estão presentes em sua obra, não compõem sua atitude como pessoa, problema que Mirisola atribui à má-fé de seus pares. Se por um lado essa fama alavancou sua obra em dado nicho de leitores, rotulou-a pejorativamente em outros tantos nichos, que o condenam antes de apreciar seus livros. Ainda assim, Mirisola prosseguiu escrevendo: O Herói Devolvido (2000), O Azul do Filho Morto (2000, tido como sua obra-prima), Bangalô (2003), Joana a Contragosto (2005), Notas da Arrebentação (2005, coletânea de textos saídos em periódicos), O Homem da Quitinete de Marfim (2007), Proibidão (2008), Animais em Extinção (2008), Memórias da Sauna Finlandesa (2009), Charque (2011), dentre outros. Publicou ainda obras em parceria, como "O Banquete" (2003), com o cartunista Caco Galhardo, "Teco, o Garoto que não Fazia Aniversário" (2013), com Furio Lonza, e a peça de teatro "Paisagem em Campos do Jordão" (2013), juntamente com Nilo Oliveira, e lançada somente no formato e-book. Marcelo Mirisola escreveu durante anos para o site "Congresso em Foco", onde muitas de suas crônicas ainda estão no ar, e por curto tempo no portal Yahoo.com. É colaborador das revistas VIP e Cult, mora no Rio de Janeiro e, no momento, trabalha em uma obra sobre o controvertido Cabo Anselmo.

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    São Paulo, Brasil

    Marcelo Mirisola