O homem de Santorini é o terceiro livro da série homens que amamos e é da autora Evy Maciel. Tenho todos os livros da série, mas sou do contra e resolvi começar a leitura justamente pelo lançamento. Amei a capa, a permissa e principalmente as tatuagens do mocinho (tenho uma bem no estilo rs).
Pela sinopse, pensamos se tratar de uma releitura mais sensual da Cinderela e em certas partes realmente faz jus, mas a escrita da Evy é coisa de outro mundo e assim que você lê a primeira linha, esta já te prende.
Os protagonistas da história se chamam Lauren e Alexios, um grego de tirar o fôlego e que merece o título de deus.
Lauren foi para a ilha para o noivado de uma das irmãs postiças com um rico empresário do ramo de hotelaria. Ela está disposta a curtir as curtas férias antes de voltar para sua cidade e seu emprego como professora.
Alexios Kallias está por ali pelo mesmo objetivo, mas além de saber bem o que quer e ser sensual em cada palavra, o grego quer impedir que uma caçadora de fortunas tire tudo de seu pai bem debaixo de seu nariz.
Um encontro inesperado no elevador e em seguida um jantar onde a dama perde o belo sapato vermelho é o suficiente para ativar a determinação de Alexios, que apesar de todas as suas ressalvas, quer Lauren, mas tem um pequeno problema: Alexios é noivo e Lauren têm princípios que não serão tão facilmente dissolvidos pela promessa de uma noite regada a tudo o que uma mulher sempre sonhou.
O que eu mais admirei na protagonista, Lauren, foi o bom censo. Ela têm suas convicções e a certeza do certo e errado. É uma personagem forte que não se deixa abater e muito menos muda após conhecer Alexios, pelo contrário, é aí que sua personalidade se sobressai. Ela, que admite ser passiva em algumas situações, não deixa de lado nada em prol dele, pelo contrário, prefere ficar só a fazer algo de que se envergonharia futuramente.
A escrita da Evy é algo viciante. Ela escreve bem e de forma fluída, cada capítulo tem um gancho que leva o leitor ao próximo e a narrativa dividida entre os protagonistas é instigante.
Os personagens secundários são tão bem trabalhados quando os protagonistas. Tem uma vilã de respeito, uma madrasta muito legal, além da uma dupla de irmãs cobras e um melhor amigo que não é gay e que te cativa demais.
O cenário em que a história passa se divide entre a América do Norte e a Grécia. A riqueza de detalhes com que é descrito mostra a ampla pesquisa que a autora fez para que pudesse ambientar.
Dei cinco merecidas estrelas porque é uma história engraçada, cativante e com pitadas eróticas que só acrescentam a narrativa e se tornam consequência das ações do protagonistas e não apenas descrições exageradas para preencher lacunas no enredo, como alguns romances que me deparei recentemente.
Termino a resenha com a esperança de que Luke, o melhor amigo gracinha, tenha a chance de contar sua história e com um amor que o mereça.