Na época em que comprei esse livro já estava cheia de romances históricos para ler, mas 2 fatos me chamaram atenção: a escritora só ter um livro publicado no Brasil e a história se passar em uma madeireira ( acho que tenho fetiche por lenhadores ), mas é o 2o livro que leio com esse tema e me decepciono.
A começar pela trama, ruim, confusa, mal escrita, todos os personagens coadjuvantes tem nomes parecidos e me confundi com eles o tempo todo. Para piorar o que deveria ser um romance ambientado em uma floresta se torna um manual de sobrevivência em uma madeireira do século XX, com uma quantidade enorme de detalhes e descrições que destruiu o encanto da história. Sinceramente acho totalmente válido quando vemos que autora pesquisou com afinco, e sabe do que está falando, mas nesse caso foi tão exagerado que atrapalhou o que já estava ruim, alguns detalhes precisam ficar para imaginação, até porque descrever não é a mesma coisa que vivenciar.
Quanto a parte do romance, eu só consigo gostar quando curtoos personagens, e minha descrição para o mocinho é uma só: frouxo ( foi omisso, passivo, irresponsável, indiferente ), já temos que conviver com esse tipo de homem na vida real o tempo todo, em romance eu quero é homem maravilhoso. A mocinha ainda salvou um pouco, tinha profissão ( fotógrafa ), cuidava da família, quis se vingar, era esperta, apesar de algumas atitudes estúpidas e forçadas gostei dela. Achei bem artificial o mocinho já chamá-la de amor no primeiro capítulo, quando nem se conheciam.
Não achei a história de todo ruim devido ao tema que gosto, e algumas coisas que aprendi sobre locomotiva Chay, litorina, burro a vapor. Além disso, o romance teve uns momentos bem quentes, quando a mocinha descobre o prazer nos braços de um homem experiente, mas com certeza não é inesquecível.