Mario de Andrade dizia que a “poesia é uma arte que é sempre proposição de verdades, mas verdades antilógicas, paralógicas, supraverdades, definições intuitivas e não dedutivas”. Isso quer dizer, que a lógica “prejudica a realidade lírica e livre da poesia”. Talvez Mario de Andrade tenha esquecido de que é o poeta que escolhe qual o caminho que deseja, a ficar no caminho da supraverdade lírica ou trilhar o caminho engajado da lógica no conceituar a realidade dedutiva, ou ficar perdido sem caminho algum ou ficar entre a supraverdade e a verdade dedutiva. Como Mario de Andrade era um adepto do alindamento do mundo, escolheu as definições intuitivas e não dedutivas, portanto, nesse caso, a poesia enquanto arte e proposição de verdades antilógicas, acaba servindo para alindar as coisas absurdas do mundo na sua fétida supuração.
Supurar: Poemas Sem Nomes -
Adu Verbis
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2017
115 páginas
3h 50m
ISBN-10: B071YMPXNM
Português Brasileiro
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