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    O Martín Fierro, Para as seis cordas & Evaristo Carriego (Biblioteca Borges) -

    Jorge Luis Borges

    Companhia das Letras
    2017
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788535928655
    Português Brasileiro
    4
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    Em três obras fundamentais, o mais célebre escritor argentino mergulha na tradição cultural de seu país. O Borges que emerge das páginas destes três livros é um escritor profundamente embrenhado na memória cultural argentina. Escrito em 1953, O Martín Fierro traz uma fina análise do poema homônimo, composto no século XIX por José Hernández e considerado obra fundadora da literatura de seu país. Em Para as seis cordas, de 1965, Borges lida com a milonga, forma poética e musical precursora do tango, calcada na tradição dos cantores populares. Já em Evaristo Carriego, concluído em 1930, Borges discute a obra do poeta, a quem conheceu pessoalmente e que se confunde com o bairro de Palermo, em Buenos Aires, onde Carriego passou a maior parte da vida.

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo profile picture

    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo

    Mais conhecido como Jorge Luis Borges, foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino. Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio international de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas. Morreu em Genebra, na Suíça, em 1986. Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

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    Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo