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    Luz sobre a Idade Média -

    Régine Pernoud

    Publicações Europa-América
    1981
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 9789721042797
    Português
    4.6
    26 avaliações
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    Idade Média. Idade das Trevas. Eis a imagem que temos ainda do que aprendemos no liceu. Contra esses preconceitos levanta-se Régine Pernoud, revelando toda a riqueza da Idade Média. No campo da literatura refere-se a epopéias como A canção de Rolando, aos romances de cavalaria, à novela amorosa, à poesia, às farsas, às fábulas. Evoca o desenvolvimento artístico desta época, assim como aquilo que é menos conhecido: o interesse dedicado às ciências e á medicina. A própria vida cotidiana traz a marca de uma civilização já refinada. Basta dizer que a higiene estava mais desenvolvida do que no século XVII. A hierarquia social assentava essencialmente nos laços familiares. As mulheres tinham direitos que perderam a partir do século XVI. Luz sobre a Idade Média é a descoberta fabulosa de um tempo mal conhecido, onde se misturam o profano e o sagrado, e onde conhecem grande desenvolvimento o comércio, as ciências e as artes. Idade Média, uma idade das trevas? Não! Idade Média, uma idade de luz.

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    Doney Corteletti Stinguel16/02/2021Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Luz Sobre a Idade Média, de Régine Pernoud

    Parte I: “Para compreender a Idade Média, temos de nos representar uma sociedade que vive de modo totalmente diferente, da qual a noção de trabalho assalariado, e mesmo em parte a de dinheiro, estão ausentes ou são muito secundárias. O fundamento das relações de homem para homem é a dupla noção de fidelidade, por um lado, e por outro a de proteção. Assegura-se devoção a qualquer pessoa, e dela espera-se em troca a segurança. Não se compromete a atividade em função de um trabalho preciso, de uma remuneração fixa, mas a própria pessoa, ou melhor, a sua fé, e em troca se requer subsistência e proteção, em todos os sentidos da palavra. Tal é a essência do vínculo feudal.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/luz-sobre-idade-media-parte-i-de-regine.html XXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “A grande glória da Idade Média é ter empreendido a educação do soldado, é ter feito do soldado da velha guarda um cavaleiro. Aquele que se batia por amor dos grandes golpes, da violência e da pilhagem tornou-se o defensor do fraco; transformou a sua brutalidade em força útil, o seu gosto pelo risco em coragem consciente, a sua turbulência em atividade fecunda; simultaneamente, o seu ardor vivificou-se e disciplinou-se. O soldado tem doravante um papel a desempenhar, e os inimigos que ele é convidado a combater são precisamente aqueles em quem subsistem os desejos pagãos de massacre, devassidão e pilhagem. A cavalaria é a instituição medieval da qual, com justiça e com maior gosto, se guardou a recordação, pois jamais se teve concepção mais nobre do título de guerreiro. Tal como a encontramos instituída desde o início do século XII, ela é realmente uma ordem e quase um sacramento. Contrariamente à opinião geralmente difundida, ela não se confunde com a nobreza. “Ninguém nasce cavaleiro”, diz um provérbio. A plebeus, mesmo a servos, ela é conferida, e nem todos os nobres a recebem. Mas ser armado cavaleiro é tornar-se nobre, e uma máxima do tempo pretende que “o meio de ser enobrecido sem cartas é ser feito cavaleiro”.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/luz-sobre-idade-media-parte-ii-de.html?m=0 XXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Para nós, uma obra literária é coisa pessoal e imutável, fixada na forma que o seu autor lhe deu, daí a nossa obsessão contra o plágio. Na Idade Média, o anonimato é corrente. Uma ideia, uma vez emitida, pertence imediatamente ao domínio público, passa de mão em mão, ornamenta-se com mil fantasias, sofre todas as adaptações imagináveis, e só cai no esquecimento quando dela se esgotaram os múltiplos aspectos. O poema leva uma vida independente do seu criador, é coisa móvel e renasce incessantemente. Qualquer achado literário é retomado, modificado, amplificado, rejuvenescido com o movimento e a animação que caracterizam a vida. O erro dos críticos alemães, vendo na Chanson de Roland uma obra coletiva e impessoal, explica-se ao considerar esse caráter fluido das nossas grandes gestas, e em geral das produções literárias da Idade Média. Na sua origem houve certamente uma atividade precisa, mas elas não deixaram de evoluir, ao gosto dos poetas que as enriqueciam com uma nova seiva, ou simplesmente dos jograis que as recitavam a seu modo e nelas inseriam episódios da sua lavra.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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