Baseado nas teorias de Zygmunt Bauman e GIlles Lipovetsky, o autor discorre sua história a partir de um acidente com queimaduras que o deixaram internado por alguns dias. Matheus - seu alter ego - deu um pontapé inicial no hospital para tentar explicar como aguentar a sobrecarga psíquica e física das dores que o levaram à depressão, tentativas de suicídio e a pesadelos imcompreensíveis. O vício em morfina se dá como fuga, mas também como desilusão e perda de sensibilidade em coisas que tinham, anteriormente, razoável importância em sua vida. O livro se baseia no mito de Narciso, que se apaixona por si, olhando-se no reflexo de um rio. Na Modernidade Líquida, não há mais vilões nem heróis. Os egos constroem-se por si e se autodeterminam. O jeito mais fácil é encontrar algum tipo de fuga em si próprio, daí o nome do livro, que tenta explicar que até na pior das situações, as pessoas hiperbolizam suas vidas como uma grande odisseia. Para entender o fim, é necessário compreender o começo.
Narciso sou eu -
Maurício Rabaiolli Paz
Farol 3
2017
226 páginas
7h 32m
ISBN-13: 9788593584039
Português Brasileiro
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