Para mim, os melhores livros comprados são aqueles que você encontra pela primeira vez na livraria, gosta da capa e sinopse e resolve levar…sem indicações, nem nada apenas correndo o risco de odiar. E quando levamos sem querer querendo e nos apaixonando, é a melhor coisa!
Foi o que aconteceu com Kill All Enemies e talvez a crítica do jornal britânico The Independent descreva muito bem a relação com o leitor: “Este romance pode incomodar algumas pessoas, mas com certeza vai inspirar outras”. É um livro um tanto pesado, que trata de um assunto que nem todos gostam de ler ou falar: adolescentes problemáticos com problemas tão reais que podem ser encontrados em qualquer sociedade do planeta. A leitura pode nos deixar angustiados e o resultado é devorar o livro para saber se finalmente, alguma coisa começará a dar certo para os personagens principais ou então entende-los melhor. Passamos a querer nos aproximar deles e até cuidar.
Pra continuar, devo falar um pouco dos personagens centrais da história que é contada do ponto de vista dos três jovens de 15 anos, Billie, Rob e Chris alternando o narrador. Os três não podiam ser mais diferentes, no entanto acabam se aproximando durante o desenrolar da trama. Devo afirmar que é o tipo de leitura que fica confusa por ser narrada por quatro pessoas diferentes (quatro porque durante a história, uma nova narradora aparece, Hannah. No entanto, ela está ali apenas para nos apresentar melhor os três personagens centrais) e é dividido em quatro partes: Escola, Brant, A Banda e Kill All Enemies. Cada uma delas mostrando o cotidiano e aproximação de Billie, Rob e Chris, que acontece de maneira muito sutil.
Aliás, o livro é cheio de sutilezas, tudo acontece muito devagar – mas não de maneira que o deixe cansativo, pelo contrário. Acredito que Melvin Burgess encontrou o ritmo perfeito, de maneira que sua história pareça extremamente real.
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