Nessa história, acompanhamos Ven Gaoithe, a filha de um dos maiores piratas que já existiu, assumindo a única herança de seu pai em busca de um tesouro perdido.
Em um mundo pós apocalíptico, vemos Ven se aventurando com o que restou da tripulação de seu pai e os poucos que pôde recrutar em busca de tesouros soterrados, tentando fugir da vida de pirataria violenta que tornou o seu pai, Mads Gaoithe, o Louco, um dos mais perigosos piratas que já existiu. A bordo de um aeronavio, uma embarcação voadora, Ven busca um dos maiores tesouros que o Novo Mundo conhece: o Cache de Armitage, um herança de um rico e ganancioso rei do Norte, escondido sob as areias.
Nesse livro, nos deparamos com elementos fantasioso e distópicos, como bruxos, demônios de areia, navios voadores e os chamados sintéticos, androides criados antes que a humanidade fosse extinta e recriada novamente, detentores de toda a informação sobre o velho mundo. Somos apresentados ao mesmo tempo a uma terra governada por reis gananciosos e aos ares dominados por piratas e caçadores de tesouros e a templos perdidos que protegem o que restou dos sintéticos e do enorme conhecimento que eles carregam.
Me senti verdadeiramente acompanhando uma sessão de RPG. A maneira como a história é narrada, a sequência dos acontecimentos e a forma como os personagens se comportam me causou uma nostalgia tão grande ao me lembrar das minhas sessões de RPG que eu fiquei legeiramente desnorteada quando terminei de ler. É facilmente uma leitura que eu recomendaria por ser fluida e cheia de ação, com piratas, batalhas aéreas, bruxos e tesouros perdidos compondo o cenário de recriação da humanidade.