Antes de tudo, é preciso entender que o Veganismo é um estilo de vida, uma filosofia. Portanto, as pessoas adeptas jamais veem o Veganismo com imposições e restrições, mas veem ele como uma forma de vida que busca reduzir ao mínimo possível a exploração animal.
Imagino que o autor do livro não entendeu claramente o conceito de Veganismo, pois ele afirma, várias vezes, que é impossível ser "100% vegano". Essa máxima "100% vegano" é contraditória pois, o veganismo, como defini anteriormente, não é algo absoluto, e é exatamente por estar ciente das dificuldades que é abolir todos os produtos que exploram animais, o conceito traz consigo [...]reduzir ao mínimo possível a exploração animal [...].
O autor trata o Veganismo como uma ditadura, que o obriga a deixar de comer isso, vestir aquilo, usar tal produto e deixar de fazer outras coisas. O que ele parece não entender é que veganos abrem mão de tudo isso por respeito, por ética, por empatia, por amor e por livre e espontânea vontade, não desejando compactuar com atos de crueldade que estão tão presentes em abatedouros, circos e laboratórios, além do que de forma alguma eles enxergam isso como uma imposição da filosofia.
Além disso, ele aborda alguns clássicos clichês vegano, como o de Hitler. Hitler não era vegetariano. Um dos seus pratos prediletos era a carne de pombo.
O interessante é que o autor compreende bem as razões que levam as pessoas a adotar o veganismo. A crueldade, o desmatamento, os prejuízos ao meio ambiente, tanto na poluição como no uso exacerbado da água.