Max não tinha um lar desde os seis anos. Agora estava completamente seguro de que nunca o teria. E aceitava esse fato absoluto. Há muito tempo tinha aprendido que o segredo para sobreviver consistia em não desejar aquilo que não podia ter.
A filosofia da vida que Max tinha elaborado era eficaz, geralmente, porque havia poucas coisas que desejasse e não pudesse ter. As pessoas o descreviam de várias maneiras: alguns diziam que era um homem perigoso, outros afirmavam que era brilhante e desumano, absolutamente implacável quando se tratava de perseguir um objetivo. Todos coincidiam em uma mesma coisa: quando Max Fortune se propunha fazer um trabalho, o trabalho era concluído.
Dessa vez, ele queria os quadros que seu falecido mentor, Jason Curzon, lhe havia deixado. Ele tinha levado quase um mês para localizar a amante de Jason Curzon. E agora que a tinha encontrado, não sabia o que fazer com ela. Cleópatra Robbins não era de modo algum o tipo de mulher que esperava encontrar.
Amargurado, desconfiado, solitário... essas eram as coisas em que Cleo pensava enquanto olhava para Max Fortune, seu novo funcionário, que subia a escada com dificuldade. A verdade era que ao lhe dar a ordem nem sequer tinha pensado em sua perna aleijada. Havia algo em Max que fazia com que fosse fácil esquecer-se de seu problema e de tudo o que este ocasionava. Simplesmente, Max não dava a impressão de padecer de debilidade alguma.
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Bem, essa é uma pequena introdução desse livro de que tanto gostei, onde o romance e o perigo se misturam na escrita dessa maravilhosa autora (que também escreve sob o pseudônimo de Amanda Quick).
Para quem quiser ler, procurem por uma tradução livre que há na net, sob o título "O homem do espelho".
Recomendo!