O Legado da Ruína - Lobo e Gelo

    William Tannure

    Chiado
    2017
    563 páginas
    18h 46m
    ISBN-13: 9789897740220
    Português Brasileiro

    Um Império opressor. Três príncipes, três destinos. E o olho do Abismo se abre...

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    Fábio Pedreira13/09/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Legado da Ruína

    Fala, galera. Hoje vim trazer para vocês a resenha de Lobo e Gelo, o primeiro livro da série O Legado da Ruína, do autor William Tannure. Mas, antes de dar continuidade, eu gostaria de primeiramente agradecer o autor por toda a atenção dada, pela parceria, sempre interagindo com os fãs no Instagram. Muito atencioso e super gente fina. Está de parabéns. Então vamos lá, sobre o que fala o livro? Bom, a obra já começa com um ritmo frenético, em uma batalha para dominar o império de Yxor onde o povo do sul está invadindo. O império conta com o melhor exército e as melhores armas, porém, o pessoal do sul conta com a ajuda de uma besta enorme que muda o rumo da batalha a favor dos sulistas. E é aí que aparece a figura de Rognam, que consegue destruir a fera e vira o Imperador do reino (isso não é spoiler tá gente, fica a dica). Para amenizar a coisa, Rognam casa com a filha do Rei do Sul e juntos eles tem 3 filhos... Regnar, Arcaedeas e Syric. Esses três são os personagens principais nessa obra, com destaque para os dois primeiros. A partir daí a obra vai se dividir em três, com os 3 protagonistas pequenos; uma segunda que, a meu ver, vem mostrar o desenvolvimento dos personagens principais; e a terceira que é mais uma guerra. Tanto a primeira como a segunda parte senti falta de um pouco de ação, mas mesmo assim ela é muito boa. Os personagens são muito bem traçados, enquanto Regnar não consegue aprender nada de magia e tiram o sarro dele por isso, seu irmão Arcaedas é um prodígio na área, ainda muito jovem e bem arrogante devido ao seu talento. Enquanto o pequeno Syric ainda é muito novo. Syric, por sinal, não aparece muito na trama, mas isso tem uma boa explicação (principalmente pelo fato de como terminou o livro), ele deverá ter uma importância bem maior no próximo livro. Já a rivalidade entre os dois primeiros filhos é grande e vivem em conflito entre si, até que Regnar finalmente descobre que seu verdadeiro dom não é o da magia, mas sim o da anti-Magia, ou seja, o poder de anular a mágica. Ao perceber isso, Regnar descobre que o mundo é muito maior do que ele pensa, e que o conceito de mundo é bem mais amplo, pois não existe apenas um, mas sim vários em realidades diferentes, e acaba sendo levado para conhecer Shawford, o seu novo mestre, que irá ensiná-lo a ser o maior guerreiro e dominador de anti-magia que existe. Shawford não é nada parecido com as criaturas que Regnar conhece e guarda alguns segredos. Porém, é, na minha opinião, o melhor personagem do livro. A questão dos mundos em outras realidades me fez lembrar muito revistas em quadrinhos, principalmente as da DC Comics, com sua questão de Multiverso, onde em cada universo existem versões dos personagens, mas de formas diferentes. Pelo fato do autor ser fã de quadrinhos eu não consigo deixar de imaginar que talvez essa ideia tenha vindo de lá. Já Arcaedas evolui cada vez mais na magia, entretanto, também evolui em sua arrogância na mesma medida. O fato de os três maiores magos do reino não conseguirem ver seu futuro, e o privar de chegar ao nível mais alto de conhecimento mágico, faz com que ele se torne vítima de um ser muito mais poderoso do que imagina. Para completar tudo isso, Rognam é um pai muito ruim, faz muitas barbaridades, o que acaba despertando a raiva de Regnar por ele. E toda essa mistura é a base para a evolução dos personagens, que cada um se vê voltado para um conflito diferente, seja quando criança ou quando mais velho. No geral achei o livro muito bom mesmo. Com referências a quadrinhos, Game of Thrones e outras obras. Personagens muito bem construídos e com motivações muito boas. Todavia, não darei nota máxima por dois motivos. Primeiro porque acredito que alguns diálogos poderiam ser melhores. Por exemplo, lembro de um onde Regnar pequeno conversa com a mãe e ele repete a palavra mãe umas 10 vezes no mínimo, sendo que muitas delas poderiam ser omitidas. Ou seja, são falas que podem amadurecer mais nas próximas obras. E o segundo motivo, e esse não é culpa do autor, mas da editora, é que, pelo amor de Deus, o livro tem mais erros de ortografia do que tudo. São enxurradas de erros e erros. Letras faltando, palavras faltando, pontuação onde não existe, falta de pontuação e, acredite se quiser, até palavras na ordem trocada existe. Eu nunca li na minha vida um livro com mais erros do que páginas. Sério, atrapalhou demais a leitura esse ponto, e fiquei imaginando que o nome da Editora seja Chiado pelo fato de todo mundo sair chiando com esses erros, só pode. Mas ok, como eu disse, isso aí não é culpa do autor e sim da editora que, mesmo sendo impresso em Portugal, não acredito que deva usar isso como desculpa. Então, galera, aproveitem esse livro que é muito bom, recomendo demais e espero ansiosamente pela continuação. E, fiquem ligados, porque a resenha está postada, mas tem mais uma novidade vindo por aí. Beijos e Abraço.

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