- Há 50 anos, confronto-relâmpago entre árabes e israelenses redefiniu a paisagem politica do Oriente Médio e deixou sequelas permanentes; - Jogo mortal dos Astecas; - Dadá: Guerreira do cangaço; - os 10 maiores traidores; - Rei Arthur, a lenda eterna;
Aventuras na História Nº 169 (Junho de 2017) - Guerra dos Seis Dias
não informado
Inicialmente o que despertou a atenção foram as origens das Festas Juninas. Uma mistura de ritos pagãos e cristianismo, como é fácil supor, seguindo a disposição de outros festejos de tradição cristã. O mês era de celebração pelas colheitas em diferentes culturas, homenageando-se divindades como Afrodite e Adônis (entre os gregos) e Ísis e Osíris (entre os egípcios). Ocorreu uma transferência para os santos católicos (Antônio, João Batista e Pedro), preservando-se o uso das fogueiras e festejos com comidas típicas. Daí para frente, com o apelo popular, outras coisas foram se incorporando. O que não sabia é que o caráter caipira, segundo o texto, veio de inspiração no Jeca Tatu de Monteiro Lobato, que erroneamente, para muitos, reproduzia o homem do campo com suas roupas maltrapilhas, descuidos com a aparência e jeito atrapalhado. Uma visão clichê que acabou pegando. A lista de 10+ mostrou traidores. Obviamente o Judas Iscariotes é a maior simbologia. Creio que deveriam ter incluído também o Joaquim Silvério dos Reis, o delator dos inconfidentes. Ah, o Marechal Deodoro foi incluído. Algo me diz que ele não foi traidor aos monarquistas (grupo do qual fazia parte), mas reagiu à um boato ou movimento em que ele se sentiu traído. Traidor mesmo foi o Pinochet lá no Chile, ao Salvador Allender, como nos mostra um dos tópicos. E não desviem o foco de "cobra sonsa" do Hernan Cortéz para uma escrava asteca que nunca tinha ouvido falar. Esdrúxula a tal origem apresentada do turismo de Las Vegas. Teria iniciado para acompanhar testes nucleares em uma base nas proximidades, com direito à festas com temática nuclear, Miss Bomba Nuclear e fotos com o famigerado cogumelo ao fundo. Só que a galera não sabia muito sobre radiação e posteriormente o turismo voltou-se ao entretenimento em jogos e luxúria. "Guerra dos Seis Dias" - Sou leigo nesses assunto, mas achei sensacional a exposição dos fatos sobre esse conflito e seus desdobramentos, que persistem após 50 anos. Vemos que foi uma vitória esmagadora de Israel frente aos Egito, Jordânia e Síria, por sua superioridade tecnológica e logística. Acredito também que o Egito estava se preparando para uma ação agressiva contra os israelitas, apesar de depois negarem, pois os fatos mostram o pedido de retirada das tropas da ONU, aumento do contingente de soldados e armamentos na fronteira, crescente propaganda contra a nação dos judeus e fechamento de um canal de importância para rotas marítimas. O desdobramento que persiste foi o impasse acirrado com os palestinos, que tiveram mais áreas ocupadas e aumentaram o ódio e insatisfação que vinha crescendo desde 1948. Chamou a atenção também que esse embate, prolongando-se na prática além de uma semana, traria mais agravos com o apoio soviético aos aliados árabes, estimulando também a participação americana pró Israel. Poderia ser um confronto direto na Guerra Fria. Vemos mais ou menos um exemplo disso na atualidade com a Síria aliada com os russos e os americanos tentando depor o atual ditador dessa nação. Um registro pessoal, a maior batalha está reservada para se desenrolar em Megido... "Dadá, guerreira do cangaço" é outra reportagem muito interessante, com relatos de sua biografia e da participação das mulheres no bando. Vou deixar em registro duas coisas: que a Dadá parece ter desenvolvido a Síndrome de Estocolmo (como resultado do sequestro que a forçou a ser companheira de Corisco) e a referência do documentário "Feminino Cangaço" (traz relatos históricos da própria Dadá). Ainda não assisti, mas vi que no YouTube está disponibilizado e fiquei instigado em conferir. Vou separar um tempo para isso. Engraçado que essa vida de bandidagem até hoje é revestida de heroísmo para muitos (deve existir também algum nome na psicologia para esse fascínio pela bandidagem sem perceber o que realmente representou). É a romantização do crime. Finalizando, a dica de leitura que deu vontade de conferir foi "Histórias não (ou mal) contadas: Segunda Guerra Mundial" do historiador RodrigoTrespach. Pena que no SKOOB ainda não resenharam.
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