Marina foi para Nova York para tentar a carreira de modelo. Até aí tudo bem, não fosse por um detalhe, esse é o sonho da mãe dela, não dela. Mãe que pressiona a filha o tempo todo por causa de seu peso, o que acaba levando a garota a uma bulimia, além de toda a pressão emocional que sofre. Marina se questiona o tempo todo sobre o que quer e o que sente. E quanto mais ela tenta se encontrar, mais se perde de si mesma. Théo é como um porto-seguro para ela, mas ela ainda não sabe como ancorar ao porto.
"O amor faz você escolher as coisas menos prováveis." (p. 9)
"Esse é o teu problema, Marina. Eu não preciso ser a tua direção, o teu foco, eu não vou solucionar teus problemas, eu não vou ser tudo pra você, tu pode fazer da tua vida o que quiser, eu só quero ser o cara que vai estar ao teu lado independente de como, quando ou onde você estiver." (p. 29)
Théo está mais maduro, mais seguro e completamente apaixonado por Marina. Ele me conquistou ainda mais neste segundo livro.
Se no primeiro livro temos o ponto de vista do Théo, no segundo o foco é Marina. Com narrativa em primeira pessoa, mergulhamos na história pelos olhos da garota que virou a vida de Théo de cabeça para baixo. A cada página vamos conhecendo a protagonista um pouco melhor e podemos entender muitas de suas atitudes. Com uma narrativa totalmente envolvente, o autor nos permite conhecer cada dúvida, cada medo, cada anseio, e isso foi fundamental para que eu conseguisse entender o que se passava com ela, mesmo que eu não tenha concordado com muitas coisas que ela tenha feito.
"Algumas perguntas abrem um portal para outro mundo dentro da gente." (p. 31)
"Do que adianta o sol brilhar lá fora, se aqui dentro ele não aquece a gente?" (p. 35)
"(...) Tenho colecionado noites sem dormir e não é por falta de ninguém... É por falta de mim." (p. 55)
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