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    O ser e o nada - Ensaio de ontologia fenomenológica

    Jean-Paul Sartre

    Vozes
    2012
    782 páginas
    1d 2h 4m
    ISBN-13: 9788532617620
    Português Brasileiro
    4.2
    342 avaliações
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    Publicado, em 1943, O ser e o nada dá continuidade a uma reflexão que já se iniciara no princípio do século com pensadores como Kierkegaard, Jaspers e Heidegger, exercendo uma incontornável influência sobre as cinco últimas décadas. Sartre desenvolveu um prodigioso e completo sistema de "explicação total do mundo" através de um exame detalhado da realidade humana como ela se manifesta, estudando o abstrato concretamente. Ao ser publicado, O ser e o nada causou espanto, polêmica, protestos, admiração. Com sua originalidade transgressora e contestações às verdades eternas da tradição filosófica, constitui o apogeu da primeira fase da filosofia sartriana.

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    Doney Corteletti Stinguel picture
    Doney Corteletti Stinguel20/06/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre

    Parte I: “O nada, como vimos, é fundamento da negação porque a carrega oculta em si, é negação como ser. Portanto, é necessário que o ser consciente se constitua com relação a seu passado separado dele por um nada; que seja consciente desta ruptura de ser, não como fenômeno padecido, e sim como estrutura da consciência que é. A liberdade é o ser humano colocando seu passado fora de circuito e segregando seu próprio nada.” * “Na angústia, a liberdade se angustia diante de si porque nada a solicita ou obstrui jamais. (...) Com efeito, angústia é reconhecimento de uma possibilidade como minha possibilidade, ou seja, constitui-se quando a consciência se vê cortada de sua essência pelo nada ou separada do futuro por sua própria liberdade. Significa que um nada nadificador me deixa sem desculpas, e, ao mesmo tempo, que o que eu projeto como meu ser futuro está sempre nadificado e reduzido à categoria de mera possibilidade, porque o futuro que sou permanece fora de meu alcance. Mas convém notar que, nesses casos, fizemos uso de uma forma temporal pela qual me aguardo no futuro, "marco encontro comigo mesmo para além desta hora, dia ou mês". A angústia é o temor de não estar nesse encontro, o temor de sequer querer comparecer a ele.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2018/06/o-ser-e-o-nada-ensaio-de-ontologia.html XXXXXXXXXXXXX Parte II: “O que há de terrível na morte é que transforma a vida em destino”. (Malraux) * “A finalidade é a causalidade invertida, ou seja, a eficiência do estado futuro.” * “Ser livre é estar condenado a ser livre.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2018/06/o-ser-e-o-nada-ensaio-de-ontologia_3.html XXXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Um louco não faz jamais senão realizar à sua maneira a condição humana.” * “A jovem mais bela do mundo não pode dar mais do que tem.” (Provérbio francês) * “O ponto de vista do conhecimento puro é contraditório: só existe o ponto de vista do conhecimento comprometido. Equivale a dizer que conhecimento e ação não passam de duas faces abstratas de uma relação original e concreta. O espaço real do mundo é o espaço que Lewin denomina "hodológico". Um conhecimento puro, com efeito, seria conhecimento sem ponto de vista, logo, conhecimento do mundo situado, por princípio, fora do mundo. Mas isso não faz sentido: o ser cognoscitivo seria somente conhecimento, posto que iria definir-se por seu objeto e seu objeto desvanecer-se-ia na indistinção total de relações recíprocas. Assim, o conhecimento só pode ser surgimento comprometido no determinado ponto de vista que somos. Ser, para a realidade humana, é ser-aí; ou seja, "aí, sentado na cadeira", "aí, junto a esta mesa", "aí, no alto desta montanha, com tais dimensões, tal direção etc." É uma necessidade ontológica.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2018/06/o-ser-e-o-nada-ensaio-de-ontologia_83.html XXXXXXXXXXXX Parte IV: “Ninguém pode ser considerado feliz antes de sua morte.” (Provérbio grego) * “O passado extrai seu sentido do presente.” * “O desejo, como vimos, é falta de ser. Enquanto tal, é diretamente sustentado no ser do qual é falta.” * Mais em:

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