O Cearense -

    Parsifal Barroso

    Grupo Editorial Escrituras
    2017
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-13: 9788575317525
    Português Brasileiro

    O Cearense é um profundo, convicto e inteligente ensaio escrito por ninguém menos que Parsifal Barroso, personalidade política que acumula cargos de peso e relevância histórica. Com sua ampla experiência, incluindo funções como governador do Ceará (1959- 1963), senador e deputado federal em duas ocasiões, conhecia e compreendia o povo cearense através de uma perspectiva única. Sua atuação como docente também comprova o escopo de suas ideias, amparadas por seus estudos de ciências sociais e história do Brasil e da região. A análise do que é a “cearensidade” guia esta obra através de questões como a origem e os traços culturais desse povo tão distinto, que possui, nas palavras do autor, uma “modalidade própria de ser, de falar, de agir e de afirmar-se, que não se confunde com qualquer outra”. Este volume é uma reedição feita em parceria com o Instituto Myra Eliane de Fortaleza.

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    Nathan Natal27/09/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Antiquado e cheio de comicidade involuntária

    Cheguei ao livro a partir da polêmica do cearense Viking... Risos (uma polêmica sobre uma pesquisa genética apoiada pelo filho do autor, umas interpretações horrível dessa pesquisa, e muita ignorância sobre ciência e racismo). O livro tem muito texto pra pouca informação interessante. Ele gasta a maior parte das linhas falando sobre a pesquisa que queria ter feito e não fez ou bajulando intelectuais e autoridades com uma linguagem pomposa. Porém há algumas discussões interessantes. A discussão de geografia do Ceará ou da teste do início da colonização pela Serra da Ibiapaba são interessantes. Tem umas comicidades involuntária também. O autor gasta muitas linhas com linguajar erudito justificando porque não acha o mais importante discutir a cabeça-chata do cearense (a braquiocefalia....). Aliás, aparecem umas ideias malucas de tão antiquadas nesse assunto: ele discute a hipótese de a cabeça-chata ter a ver com dormir em rede (embora se opondo a essa hipótese) e de a explicação estar em uma "força telúrica" da região. Em outra parte fala de um jeito engraçado da famosa vaia cearense. Também é curioso como o documento da visão de uma época, com seus preconceitos próprios. Me impressionou um ensaio de meados do século ainda ser tão marcado pelos estudos raciais do início do século. Ah, e pra quem foi na conversa de que a pesquisa recente comprovaria teorias do Parfisal, ele nem fala em vikings. Defende principalmente a tese de que os cearenses seriam decendentes de ciganos.

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