Olha a foto das escamas de peixe envolvendo o braço de um bebê no tratamento de queimadura no início da revista. Visceral! Expressando uma curiosa percepção de modernidade e antiguidade que se misturam. E a seção de notas diversas com três planos anti impacto de asteroides, parece também um conhecimento visto em outros momentos. Ah, em HQs e filmes como Armagedom... O mesmo se aplica à reportagem dos multi universos (que não entendi nada) mas é tema de altas viagens nos quadrinhos. Falando em viagens, tem uma reportagem também sobre a projeção de um uber voador, coisa moderna mas que tem referencias em um passado bacana: a visão de Verne em obras como "O senhor do mundo". Tudo Deja Vu instigante na leitura. Sensacional o Mapa Literário do Brasil. Vou usar como dica para refinar as leituras. Não concordei com algumas coisas também. No Pará imagino que o escritor mais representativo e importante seja o Dalcídio Jurandir, que tem obras extraordinárias de exposição do cenário amazônico, como "Marajó" (1947). Nela, a Amazônia é como um ser que molda o homem à sua vontade, com uma grandiosidade ainda desconhecida nos relatos para os leitores da época. O cunho é realista e sem apego a devaneios idílicos. É a Amazônia nua e crua. Já no meu Amapá acontece algo peculiar, temos pouquíssimos romances e nenhum romancista de destaque (alguns consideram o "Saraminda" do Sarney como o romance mais importante) e a maior parte da produção literária é poesia. Além dela, outros segmentos comuns são contos e literatura acadêmica. Há cronistas também, que escrevem em jornais e eventualmente reúnem uma coletânea desses textos. O Manoel Bispo (citado na revista) é mais conhecido como artista plástico. O destaque maior no Amapá é o poeta Fernando Canto. Era ele quem deveria ser o representante nesse mapa, pois é o escritor mais famoso, músico em um grupo de grande relevância histórica e pesquisador de cultura e história com obras destacadas nesse segmento. Ah, pergunta para algum cearense se a Rachel de Queiroz tem mais representatividade em seu estado que o José de Alencar. Por que não o colocaram? E, por uma questão de empatia com a literatura de cordel, associo a Paraíba com o Leandro Gomes de Barros, o maior cordelista desse país (com todo respeito ao Suassuna). A reportagem de capa também explora a literatura, mas em uma temática que não me seduz. Gosto de mitologia, mas a nórdica ou celta, de modismo atual, não me atrai. O texto pega elementos da série mencionada na capa e faz uma contextualização com as origens. Os pontos que gostei foram suposições para homens lobos ou feras (também da percepção de pessoas que viviam na bandidagem, estereotipando-se animalescos) e a visão sobre dragões, que na cultura oriental é de associação à divindade ou elementos benéficos da natureza, e na Europa tinham a percepção de encarnar o mal (a série mescla isso). Essa reportagem é legal apenas para quem acompanha e gosta do seriado, que não é o meu caso. Interessante também o texto sobre o arsenal nuclear de algumas nações, que teriam capacidade de alcance em quase todo o mundo. Entre eles, Coreia do Norte e EUA, em que os líderes estão aí numa briga crescente à beira de uma doidice. Ah, então Israel tem cerca de 48 ogivas entre médio e longo alcance... Só para o entendimento de alguns: um dia as atenções do arsenal mundial, sob certa liderança, se voltarão contra essa nação na batalha final do Armagedon no vale de Megido.
Superinteressante Nº 377 (Julho de 2017) - As origens perdidas de Game of Thrones
não informado
Abril
2017
78 páginas
2h 36m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisResenhas (1)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
4.3 / 21- 5 estrelas43%
- 4 estrelas29%
- 3 estrelas29%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%

