Alias Grace -

    Margaret Atwood

    Anchor Books
    1997
    468 páginas
    15h 36m
    ISBN-13: 9780385490443

    In Alias Grace, bestselling author Margaret Atwood has written her most captivating, disturbing, and ultimately satisfying work since The Handmaid's Tale. She takes us back in time and into the life of one of the most enigmatic and notorious women of the nineteenth century. Grace Marks has been convicted for her involvement in the vicious murders of her employer, Thomas Kinnear, and Nancy Montgomery, his housekeeper and mistress. Some believe Grace is innocent; others think her evil or insane. Now serving a life sentence, Grace claims to have no memory of the murders. Dr. Simon Jordan, an up-and-coming expert in the burgeoning field of mental illness, is engaged by a group of reformers and spiritualists who seek a pardon for Grace. He listens to her story while bringing her closer and closer to the day she cannot remember. What will he find in attempting to unlock her memories? Is Grace a female fiend? A bloodthirsty femme fatale? Or is she the victim of circumstances?

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    Rafaela Mendes26/05/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Alias Grace: um passado que toca o agora.

    Este é um romance de ficção inspirado em um fato real de um famoso assassinato ocorrido no Canadá em 1843, graças a uma pesquisa histórica magnifica realizada pela autora e colaboradores. O caso mobilizou a opinião pública da época, noticiado em vários jornais e livros. É a história de uma assassina famosa, ou talvez, uma injustiçada famosa. “Alias Grace” [Vulgo Grace] da escritora canadense Margaret Atwood é o tipo de romance que nos deixa confusos, indignados e interessados. Ousaria dizer que é uma sensação semelhante à de ler “Dom Casmurro” de Machado De Assis, claro que a obra machadiana mais famosa tem particularidades que romance nenhum conseguiu causar (pelo menos não em mim, (kkk) amo “Dom Casmurro”). “Alias Grace” me fez sentir uma inquietação semelhante, pois a trama é sobre uma mulher cheia de dubiedades, assim como a nossa Capitu. A história é sobre uma jovem irlandesa chamada Grace Marks, que migra no século XIX para o Canadá com a família, que é bastante pobre. Com a morte da mãe e com as violências sofridas pelo pai alcoólatra, ela se sente desamparada na nova terra, tendo que cuidar de seus irmãos mais novos. Seu pai acaba a mandando trabalhar como criada em casa de gente abastarda na cidade de Toronto, a fim de ela provir dinheiro para a casa. Á partir daí a personalidade capciosa de Grace Marks começa a se construir para o leitor. Com apenas 14 anos ela vai trabalhar e conhece uma jovem um pouco mais velha que ela chamada Mary Whitney com as quais vários temas serão desenrolados na narrativa, tais como aborto, revolução canadense, feminismo (Se é que podemos usar esse termo na época, seria então o que hoje chamamos de características feministas. Sem anacronismos, pessoal kkk), amizade, espiritualidade, hipocrisias e convenções sociais na América do Norte durante século XIX etc. Com a morte dessa amiga que teve forte presença em sua vida, Grace vai trabalhar numa propriedade no campo (um pouco distante da cidade de Toronto) sobre o comando de um homem maduro chamado Sr. Thomas Kinnear e de uma governanta chamada Nancy Montgomery. Ambos são brutalmente assassinados e os suspeitos são James McDermott (empregado da fazenda do Sr. Kinnear) e a doce e intrigante Grace Marks. Daí em diante a vida de Grace toma rumos mais sofridos ainda. Ela é condenada a prisão perpetua, mas nada é totalmente provado a respeito de seu envolvimento nos assassinatos. Até que um médico norte-americano de nome Simon Jordan chega para investiga-la psicologicamente e aí a história ganha todo o ar magnificamente intrigante, característico da autora. Entre conversas e regressões ao passado nas seções de consulta com Dr. Jordan, a provável assassina conta toda a sua história alegando lapsos de memória em alguns momentos. Todo o livro é permeado por feedbacks, trecho de poesias famosas, cartas e partes do processo e testemunhos sobre o crime. Uma verdadeira pérola de narrativa! Grace é inocente ou culpada? Bom, não dá pra ter nenhuma certeza antes das 250 páginas. E é angustiante essa incerteza, ao mesmo tempo em que é encorajadora e impossível de largar até o final. Esse romance toca em questões absolutamente atuais, nas suas entrelinhas rodeadas de frases e conclusões primorosas. É uma leitura emocionante e ao mesmo tempo passiva, em vista a personalidade da protagonista.

    9 curtidas

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