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    Nossa Senhora do Nilo -

    Scholastique Mukasonga

    Nos
    2017
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9788569020202
    Português Brasileiro
    4
    589 avaliações
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    Uma escola para meninas, situada no alto das montanhas da bacia do Congo e do Nilo, em Ruanda, a 2500 metros de altura e próxima à nascente do grande rio egípcio, aplica rigorosamente um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia tutsis. Quando os líderes do poder hutu tomam conta do local, o universo fechado em que têm de viver as alunas torna-se o teatro de lutas políticas e de incitações ao crime racial. Os conflitos são um prelúdio ao massacre ruandês que aconteceria tempos depois. Em Nossa Senhora do Nilo, Scholastique Mukasonga, sobrevivente do massacre, conta as experiências-limites pelas quais passaram as jovens do colégio, numa narrativa pungente que encantou o mundo.

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    Bookster Pedro Pacifico04/11/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nossa Senhora do Nilo, de Scholastique Mukasonga

    O genocídio de Ruanda, ocorrido em 1994, é um dos episódios mais tristes e brutais sobre os que já li. Cerca de 1 milhão de pessoas foram mortas em apenas 100 dias. Além disso, ter visitado o país em 2019 me permitiu ver de perto como esse acontecimento está marcado profundamente na sociedade, ao mesmo tempo que Ruanda vem demonstrado um forte exemplo de reestruturação social e econômica no continente africano. Scholastique Mukasonga é ruandesa de origem Tutsi e, apesar de ter conseguido fugir e sobreviver ao genocídio, perdeu diversos membros da sua família. Em “Nossa Senhora do Nilo, Mukasonga se distancia do centro dos acontecimentos de 1994 e nos leva a um liceu católico de meninas, situada nos altos das montanhas da bacia do Nilo. Estamos anos antes ao massacre, mas já conseguimos enxergar no próprio microcosmo da escola como a segregação de etnias foi sendo construída no seio da sociedade ruandesa. O liceu adota um sistema de cotas, em que 10% das vagas são separadas para as alunas da etnia Tutsi, a qual foi vítima dos crimes e das perseguições que culminaram no genocídio. As meninas, que vivem em uma sociedade machista e patriarcal, devem se submeter a rígidas regras impostas pelas freiras que controlam a instituição. As garotas Tutsis ainda sofrem com a crescente discriminação e desprezo das suas colegas. A igreja é retratada de mãos atadas - e às vezes até apoiando o regime dos Hutus - em uma situação de extrema injustiça. A preocupação era muito mais de tentar catolicizar os ruandesas, tornando abomináveis qualquer culto às antigas tradições, do que proteger quem necessitava. Também é possível notar a inércia dos antigos colonizadores, representados pelos professores da instituição, diante do perigo que parte de suas alunas enfrentava. É um reflexo do comportamento dos países desenvolvidos no início da década de 90. Vale pontuar que o livro não é focado apenas em acontecimentos. A autora se dedica a apresentar ao leitor características da sociedade ruandesa daquela época. Uma ótima introdução ao cenário que culminou na guerra civil e no genocídio de 10% da população ruandesa. Nota: 9/10

    98 curtidas

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    Scholastique Mukasonga

    Scholastique Mukasonga é uma aclamada escritora que nasceu em 1956 no sudoeste de Ruanda, junto ao rio Rukarara. Ela vivenciou a violência e a humilhação dos conflitos étnicos em seu país desde a infância. Em 1960, sua família foi deslocada para o distrito poluído e subdesenvolvido de Bugesera, em Ruanda, e mais tarde foi forçada a viver em um campo de refugiados. Apesar das perseguições e massacres repetidos, Mukasonga sobreviveu e conseguiu frequentar a escola, apesar das cotas limitadas que permitiam apenas 10% dos Tutsi nas escolas secundárias. Ela frequentou o Lycée Notre-Dame-de-Citeaux em Kigali e uma escola de serviço social em Butare, mas em 1973, foi obrigada a se exilar para o Burundi para escapar da ameaça de morte. Lá, ela completou seus estudos como assistente social e começou a trabalhar para a UNICEF. Mukasonga mudou-se para a França em 1992, onde trabalhou como assistente social para os estudantes da Universidade de Caen entre 1996 e 1997. Desde 1998, ela atua como representante legal para a Union départementale des associations familiales de Calvados (União Departamental de Associações Familiares de Calvados). Em 1994, 37 membros de sua família foram mortos durante o genocídio Tutsi em Ruanda. Mukasonga só retornou ao país em 2004, uma década depois do genocídio, e foi a partir dessa viagem que ela sentiu a necessidade de escrever seu primeiro livro, uma autobiografia, "Baratas (Inyenzi ou les Cafards)". Este livro foi nomeado para o Prêmio do Livro do Los Angeles Times em 2016 na categoria autobiográfica. Sua obra explora a história e as raízes do genocídio e a experiência de ser uma minoria Tutsi. A escritora tem diversas obras publicadas, entre elas "A mulher de pés descalços (La Femme aux pieds nus)" em 2008, "L'Iguifou" em 2010, "Nossa Senhora do Nilo (Notre-Dame du Nil)" em 2012 e "Um belo diploma (Un si beau diplôme!)" em 2018. "Nossa Senhora do Nilo" ganhou o Prêmio Renaudot em 2012, além de outros prêmios, e teve uma adaptação cinematográfica em andamento, dirigida por Atiq Rahimi. A escritora também publicou uma coleção de contos chamada "Ce que murmurent les collines" em 2014. No Brasil, Mukasonga participou da FLIP em 2017, onde suas obras "Nossa Senhora do Nilo" e "A mulher de pés descalços" foram classificadas entre os cinco livros mais vendidos do festival literário de Paraty, Rio de Janeiro. Publicações no Brasil: - "A mulher de pés descalços" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Nossa senhora do Nilo" (lançado em 2017, traduzido por Marília Garcia) - "Baratas" (lançado em 2018, traduzido por Elisa Nazarian) - "Um belo diploma" (lançado em 2021, traduzido por Raquel Camargo)

    12 Livros
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    Gikongoro, Ruanda

    Scholastique Mukasonga