Araweté - um povo tupi da Amazônia

    EDUARDO VIVEIROS DE CASTRO, CAMILA DE CAUX, GUILHERME ORLANDINI HEURICH

    Edições Sesc
    2017
    228 páginas
    7h 36m
    ISBN-13: 9788594930033
    Português Brasileiro

    Fruto da pesquisa acadêmica realizada na década de 1980 por Eduardo Viveiros de Castro, este livro veio a público em 1992, após uma edição adaptada para atender a públicos mais amplos e não especializados que demonstraram grande interesse pelo modo de vida dos Araweté. Esta terceira edição, revista e ampliada com novos capítulos oriundos de estudos recentes, celebra os trinta anos dos primeiros registros sobre os Araweté.

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    Amapá e Amazônia10/04/2019Resenhou um livro
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    Nesse livro, Viveiros de Castro fornece informações sobre a língua, os rituais de caça, a alimentação, as relações afetivas, sexuais e reprodutivas, as características da agricultura, o xamanismo, as posições hierárquicas da tribo, entre outros aspectos da vida dos índios Araweté. Nos anos 1990, Viveiros de Castro perdeu o contato com a tribo após mudar-se para o exterior. Durante os anos 2000, ele não teve permissão para entrar na área, devido à presença de missionários evangélicos na região. Em 2010, conseguiu autorização para que dois de seus alunos – Camila de Caux e Guilherme Orlandini Heurich – entrassem na área para desenvolver novas pesquisas com os Araweté. Parte dessa pesquisa pode ser encontrada na atual edição. “Os Araweté têm uma resiliência cultural muito forte que se mantém atualmente”, conta Viveiros. Mesmo sob a mira de madeireiras e impactados pela polêmica construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, quando passaram por um processo de assistencialização das empresas do consórcio construtor da obra, eles ainda se mantêm autônomos em suas normas, crenças e costumes. Este é um registro de fundamental importância tanto para o homem branco quanto para os próprios Araweté, um “documento para eles e seus filhos, que possam lembrar como era a vida deles há trinta anos e agora”, afirma Viveiros de Castro. Segundo ele, há uma vasta literatura infantil e especializada “de antropólogos para antropólogos” no Brasil, mas há um vazio deixado entre os livros para crianças e técnicos. E essa obra é uma tentativa de preencher essa lacuna. Fonte:

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