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    Fronteira -

    Cornélio Penna

    SESI-SP
    2017
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788550402451
    Português Brasileiro
    3.5
    16 avaliações
    Leram16Lendo1Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados9Avaliaram16

    Nascido em 1896, em Petrópolis, Cornélio Penna, após formar-se na faculdade de Direito de São Paulo, dedicou-se à pintura, gravura e ilustração antes de escrever os romances que o consagraram como o criador do realismo psicológico brasileiro. As marcas da experiência plástica, no entanto, estão presentes nos capítulos curtos de Fronteira, que em um ambiente estranho e quase onírico, leva o leitor a se inebriar e a praticamente enxergar os tons vaporosos e sombrios das cenas de uma casa no interior de Minas Gerais. Com paisagens e personagens de arestas opacas, a única certeza é que há nesse lugar indefinido uma fronteira que, nas palavras de Francisco Foot Hardman, fica entre “sonho e realidade, entre passado e presente, entre natural e sobrenatural, entre crença e descrença, entre lucidez e loucura”.

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    Daniel Nunes da Silva picture
    Daniel Nunes da Silva26/12/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fronteira: um romance macabro de introspecção

    Apesar de 1935 ter sido um ano de um período em que o quê estava em alta na literatura brasileira era o romance "regionalista" e neorrealista, Fronteira, do Cornélio Penna é profundamente introspecção. Conta a história de uma moça viajante que não releva o seu nome e que vive durante um tempo na casa de uma parente distante do interior (de Minas, muito provavelmente) chamada Maria Santa. Essa moça fará inúmeras reflexões sobre si mesma em conflito, além de transitar pelos mitos de espíritos e sombras da religiosidade. Vale a pena a leitura.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 16
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas25%
    • 1 estrelas6%
    Cornélio Penna profile picture

    Cornélio Penna

    Cornélio Penna foi um romancista, pintor, gravador e desenhista do Brasil. Participou da Segunda Fase do Modernismo no Brasil e criou o realismo psicológico brasileiro.<br>Penna iniciou seus estudos em Campinas, formando-se em Direito em São Paulo em 1919 e, no ano seguinte, deu início a sua carreira artística na cidade do Rio de Janeiro. Lá realizou sua primeira exposição pessoal, em 1920, tendo trabalhado como pintor, gravador, ilustrador, jornalista e desenhista em jornais ou de forma independente. Na década de 1930 abandona as artes plásticas em favor da literatura, a qual passa a dedicar-se integralmente.<br>Escreveu quatro romances na linha psicológica de ficção brasileira (1935-1954): os romances Fronteira (1935), Dois romances de Nico Horta (1939), Repouso (1948) e A Menina Morta (1954). A Menina Morta é considerado um dos melhores romances já escritos no Brasil. Suas histórias são caracterizadas pelos capítulos curtos e pela criação de uma atmosfera de estranheza.<br>Com sua morte, deixa inacabado Alma Branca.

    8 Livros
    11 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Cornélio Penna