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    Do Outro Lado - Uma história de amor como nunca existiu...

    Carrie Hope Fletcher

    Fábrica 231
    2017
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788595170223
    Português Brasileiro
    3.7
    402 avaliações
    Leram483Lendo25Querem765Relendo1Abandonos29Resenhas87
    Favoritos25Desejados765Avaliaram402

    Primeiro livro de ficção da jovem atriz, cantora e escritora britânica Carrie Hope Fletcher, que mantém um canal no Youtube muito popular na Inglaterra www.youtube.comItsWayPastMyBedTime . Do outro lado conta a emocionante jornada de Evie Snow, que morre aos 82 anos, serenamente e cercada pela família, mas descobre que ainda precisa acertar algumas contas com o passado para que sua alma consiga chegar ao Paraíso. Nesta espécie de segunda chance, Evie se vê aos 27 anos e sabe que precisa se livrar de culpas e segredos antes que seja tarde demais. Mas assim que começa a refazer a própria jornada, ela percebe que sabia pouco sobre a própria vida e que precisa recuperar o verdadeiro amor para encontrar a paz.

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    Alane Sthefany picture
    Alane Sthefany10/05/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Do Outro Lado - Carrie Hope Fletcher

    Não gostei, a proposta foi incrível, mas a construção péssima, leitura muito parada, arrastado demais esse livro, demorei quase 2 meses para finalizar, nem livros de 500 pág eu demoro assim, só começou a ficar interessante quando foram revelando os segredos da protagonista, que foi bem no finalzinho mesmo. Não recomendo. Trechos Preferidos ✍🏻📚❤️ Ela esperara o pior, o que significava que não tinha ficado nem um pouco decepcionada quando o pior realmente acontecera. Na verdade, ela o recebera de braços abertos e coração escancarado. (...) parecia estranho olhar para alguém que ela mal conhecia e sentir um delicado aperto no peito. As leis da gravidade tinham mudado, e ela não estava mais sendo puxada em direção à Terra, mas sim em direção a ele. [...] – Eu... hum... minha família é... – Rica? – ajudou ele, com um sorriso gentil. – Eu ia dizer exagerada, mas sim – disse ela, como um pedido de desculpas. – Por que você parece tão triste com isso? Muitas pessoas dariam o braço direito para crescer sem precisar de alguma coisa. – Eu sei e acho que é isso que me deixa triste. Agradeço por tudo que tive na vida, mas meus pais têm se esforçado muito para deixar nossa riqueza... guardada. Compartilhar com pessoas que precisam é quase desaprovado. Eles acham que o dinheiro os deixa felizes, mas, na verdade, os deixa... seguros. Felicidade não tem nada a ver com isso. Na verdade, eles devem ser as pessoas mais infelizes que eu conheço. [...] – Se você pudesse desfazer uma única coisa do seu passado, o que seria? – Bom. Minha resposta é... não. – Não o quê? – Eu não desfaria nada. Acredito que tudo que já fiz e tudo que aconteceu na minha vida teve um motivo e, se eu mudasse alguma coisa, não seria a pessoa que sou agora. – Alguém já fez essa pergunta a você? – Ele semicerrou os olhos para ela. – Essa resposta foi muito madura. – Penso nisso o tempo todo: no que faz as pessoas serem quem são e, se voltássemos no tempo e mudássemos alguma coisa, se isso faria diferença ou não. Isso nos tornaria melhores ou piores ou simplesmente continuaríamos iguais porque sempre fomos destinados a ser assim, não importa o que acontecesse durante a vida? Olhou de novo para Vincent e percebeu o modo com que ele olhava para ela. Era como ela vira estrelas de cinema se olhando. Como se nada mais no universo importasse, exceto a existência deles naquele momento. Evie tinha visto muitos filmes românticos e gostado, mas nunca chorou de felicidade quando o casal finalmente se beijava e nunca entendeu a força que um olhar como esse poderia ter. Agora percebia que isso acontecia porque ela nunca fora olhada daquele jeito até hoje. – E você? O que mudaria no passado? – Argh, só posso escolher uma? – Ele deu uma risada nervosa. – As regras são suas, Winters, não minhas! – Acho que eu voltaria à época em que estava aprendendo a tocar violino e descobriria como tocar de olhos abertos. Desse jeito, eu teria conhecido você antes. [...] Nós nos conhecemos há dois dias e parece que já estive aqui com você, desse jeito, um milhão de vezes. – Você é engraçado, não é? – As bochechas de Evie doeram quando assumiram uma forma que não experimentavam havia mais de uma semana, e ela se lembrou de como era sorrir. Oito dias do seu silêncio me convenceram de que sua voz é o som mais lindo que vou ouvir na vida. Relutante, ela virou o rosto manchado de lágrimas para o de Jim, que estava marcado por rugas de preocupação. Não percebera antes, mas, apesar de Jim ainda ser bonito, ele estava envelhecendo. Sempre pensara nele como aquele menino de oito anos que conhecera quase vinte anos antes, mas agora via as rugas que estavam começando a aparecer ao redor dos olhos e da boca. Ele estava envelhecendo. Assim como ela. [...] – Como é que você vai encontrar outro emprego? – Jim parecia desconfortável, como se quisesse ir até ela e abraçá-la, talvez mais por ele do que por ela, a julgar pela quantidade de preocupação que preenchia as rugas no rosto dele. – Não tenho a menor ideia. Eu nem acho que vou conseguir. – Seus olhos ficaram vidrados e ela sentiu tudo ficar entorpecido outra vez. – Então, por que lutou tanto para fazer sua mãe deixar você ter mais três meses? (...) – Porque isso significa mais três meses com Vincent. Dizer adeus a ele hoje seria cedo demais. [...] (...) foi horrível, e, sim, passei a vida toda escondendo isso. – Evie abriu a embalagem da bala e a jogou na boca. – Mas isso não significa que eu mudaria um segundo de tudo que vivi. Por nada no mundo. – Por que não? – perguntou Lieffe, sentando na cadeira com um gemido. Evie sorriu, se lembrando de uma conversa semelhante muitos anos antes. Colocou a bala no canto da boca e começou a explicar: – Porque, se nada daquilo tivesse acontecido, eu poderia ter me tornado uma pessoa muito diferente. Se eu tivesse tudo que queria na vida, poderia ter me tornado uma fedelha mimada. Se eu nunca tivesse perseguido o sonho de ser artista, se nunca tivesse enfrentado minha mãe, poderia nunca saber o que era amar alguém de verdade, porque eu nunca teria conhecido Vincent. Sim, o sonho fracassou, no fim das contas, mas aprendi muito. Em geral, coisas insignificantes, mas basta uma faísca para acender uma fogueira. Todas essas coisas insignificantes se acumularam e me fizeram ser quem eu sou. Se nada disso tivesse acontecido, eu poderia ter tido uma vida bem pior. É por isso que, apesar de todo o sofrimento, todo o fracasso e todos os segredos, se eu tivesse a chance de voltar no tempo e mudar as coisas, não faria isso. Nem um segundo. Lieffe olhou para ela. Quando estava viva, ela era uma pessoa singular, cheia de entusiasmo e nenhum lugar para usá-lo. Ela forçou limites e lutou contra pessoas que lhe diziam não, mas sem se beneficiar disso. Para a maioria das pessoas, isso teria sido o fim; elas teriam desistido e voltado pelo caminho de onde vieram. Algumas até poderiam se tornar amargas, sentindo que o universo lhes devia alguma coisa e invejando os bem-sucedidos, mas não Evie. Ela perdera a batalha, mas a guerra foi ganha quando ela se tornou a mãe da qual os filhos precisavam. Quando lhes permitiu crescerem e se transformarem nas pessoas que queriam ser. (...) Parte de Lieffe desejava poder voltar no tempo e mudar o passado dela, para Evie poder ter sido tudo o que queria, mas também estava muito feliz porque o que aconteceu resultou na mulher parada diante dele agora, porque ele a achava simplesmente brilhante. Você sabe que eu desistiria de tudo se isso significasse que eu poderia ter só mais uma chance de ser quem eu quero. Em seguida, com cuidado, pressionou as mãos na caixa torácica e empurrou com força. Alguma coisa clicou dentro dela e, quando afastou as mãos, seu peito se abriu como um armário. A caixa torácica se abriu como duas portas, revelando um coração grande e brilhoso que irradiava tanto calor, que o gelo começou a derreter nas folhas diante dela, e o nariz e as bochechas de Evie ficaram rosados. Evie nunca tinha visto o próprio coração. Era vermelho e cintilante, manchado com pontos pretos de todas as vezes em que ela mentira, enganara ou fora reconhecidamente má. Mas também havia manchas douradas de todas as vezes em que estivera ao lado de alguém que precisava, quando fizera algo altruísta ou tentara ao máximo ser a melhor versão de si mesma. As cores de seu coração representavam suas ações, boas ou más. As paredes da entrada eram cobertas de fotos emolduradas, a maioria de Vincent quando era mais jovem com uma mulher que Evie não reconheceu. Era baixinha e feliz e se encaixava com perfeição ao lado dele, como se os dois fossem peças de um quebra-cabeça que se uniam de maneira satisfatória. Uma pontada de ciúme atravessou o estômago de Evie, mas ficou feliz porque Vincent não tinha se afogado no relacionamento fracassado dos dois, como ela facilmente poderia ter feito. Ele seguiu em frente e encontrou alguém que claramente lhe trouxe felicidade. As fotografias mostravam uma aventura atrás da outra, os dois fazendo coisas extraordinárias em cenários no exterior. Numa delas, os dois estavam ao lado de um leão, com os braços ao redor da juba densa, e o leão lambia os lábios. Em outra, se equilibravam nas asas de um aeroplano, a milhares de metros de altura. Eles apareciam no topo de uma montanha, com neve até os joelhos. Apareciam de mãos dadas numa corda bamba sobre um público de centenas de pessoas. Apareciam sentados na posição de lótus em camas de pregos, com o rosto tranquilo. Cada foto era mais uma pontada no estômago de Evie. Era a vida que ela queria ter tido. A vida da qual abrira mão pela própria segurança e pela do irmão. A vida que nunca conheceria. (...) nem um dia se passou sem eu me perguntar o que teria acontecido se nós dois tivéssemos enfrentado tudo e todos. Eu me pergunto qual teria sido nosso fim alternativo. “Eu acabei encontrando a felicidade. Eu a encontrei em meus dois filhos. Eles se tornaram a minha vida, e eu nunca ia querer mudar alguma coisa que significasse que eles não existiriam, porque um mundo sem August e Isla seria um lugar bem menos glorioso para se viver. Mesmo assim, passei todos os dias desejando que você estivesse ao meu lado e me perguntando onde você estava e se você também sentia saudade de mim. É difícil viver com suposições"

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    Carrie Hope Fletcher

    Carrie Hope Fletcher é atriz, cantora, vlogueira e, graças ao ItsWayPastMyBedTime, seu popular canal no YouTube, é “irmã mais velha honorária” de centenas de milhares de jovens ao redor do mundo. Seu primeiro livro, All I Know Now, foi best-seller número um do Sunday Times. Carrie interpretou Éponine na peça Os miseráveis no Queen’s Theatre em West End, Londres, tendo sido premiada por sua atuação com o WhatsOnStage Award de 2014. Do outro lado é seu primeiro romance. www.youtube.com/carrie @CarrieHFletcher carriehopefletcher

    8 Livros
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    Carrie Hope Fletcher